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Vídeo mostra como funcionam os túneis para reduzir risco de contaminação

Álcool em gel e máscaras já são itens básicos de prevenção contra a Covid-19. A novidade agora são túneis, que estão sendo instalados na Serra, para ...

Vanessa aprovou medida. “A cabine é mais uma ação contra o coronavírus”

Última atualização

Vanessa Pinhantavinha passa pelo equipamento que vai ser instalado também em unidades de pronto atendimento: produto não faz mal à saúde (Foto: Beto Morais / AT)

Álcool em gel e máscaras já são itens básicos de prevenção contra a Covid-19. A novidade agora são túneis, que estão sendo instalados na Serra, para desinfetar as pessoas e as roupas que elas estão usando.

Serão sete túneis: três nas unidades de pronto atendimento (UPAs) de Castelândia, Carapina e Serra-Sede; nos terminais de Carapina, Laranjeiras e Jacaraípe, além de uma unidade itinerante, que vai percorrer bairros da cidade.

O secretário de saúde do município Alexandre Viana explicou que no interior do túnel são ativados dispositivos que pulverizam o desinfetante com ação antimicrobiana. Tem como princípio ativo o dióxido de cloro (CLO2), estabilizado em solução aquosa a 7%.

“Não mancha a roupa e é um produto de última geração. Não é tóxico e não tem contraindicação. É um produto usado para desinfetar UTIs e aparelhos como o endoscópio. O produto também é registrado na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)”.

De acordo com o secretário, os túneis são alugados e ficarão disponíveis por até 60 dias. “Tivemos a ideia da cabine, como mais uma frente de combate à contaminação pelo coronavírus, mas sem anular as outras medidas de prevenção”.

O aluguel das sete cabines, segundo Viana, custará à prefeitura R$ 120 mil por mês.

A repositora Vanessa Pinhantavinha, 32 anos, aprovou a medida. “Tenho usado álcool e máscara e vejo a cabine como mais uma ação contra o coronavírus”, disse.

Aparelhos

Já em Viana, a prefeitura optou por adquirir aparelhos que podem ser acionados com os pés para a retirada de álcool em gel. Os aparelhos têm custo de R$ 585, cada.

“Na próxima semana, 30 aparelhos vão ser instalados nas unidades básicas de saúde e prontos atendimentos, além de órgãos da prefeitura. Vimos que o aparelho é funcional, já que não precisa tocá-lo”, afirmou o prefeito Gilson Daniel.

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“Não há comprovação”, diz Anvisa

Sobre o uso de túnel para desinfecção de pessoas e roupas, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) esclarece, por nota, que não existe comprovação sobre a efetividade do aparelho.

“Em relação ao uso de sistemas de desinfecção por meio de um túnel onde são pulverizados produtos desinfetantes diretamente sobre as pessoas, não existe nenhuma comprovação de que esta medida seja efetiva contra a pandemia de coronavírus”.

A Anvisa afirma ainda que não há literatura científica e nem recomendação de organismos internacionais, como a Organização Mundial da Saúde, sobre esta prática.

“Além de submeter desnecessariamente às pessoas aos efeitos adversos do produto”, informou. Em seu site, a Agência divulgou uma lista de produtos para limpeza e desinfecção de superfícies, como o dióxido de cloro.

Segundo a Anvisa, desinfetantes de uso geral devem ser usados para limpeza e desinfecção dos ambientes, utensílios e objetos (chão, móveis, maçanetas, entre outros), locais onde microrganismos como o coronavírus podem estar.

O Conselho de Federal de Química e a Associação Brasileira de Produtos de Higiene, Limpeza e Saneantes (Abipla) esclareceram, por nota, que nenhum desinfetante deve ser utilizado para a descontaminação de pessoas, pois esses produtos não são considerados antissépticos de uso tópico.

“Para que um produto químico possa ser aplicado sobre a pele, ele deve estar enquadrado, de acordo com a legislação vigente, na classificação da Anvisa como produto de higiene pessoal, cosmético e perfume. Este é o caso do álcool gel para as mãos”, afirmou a nota.

A Prefeitura da Serra disse que a empresa contratada recebeu certificado da Anvisa que aponta o túnel como prevenção ao coronavírus.

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