A manhã desta segunda-feira (12) amanheceu sem ônibus nas ruas na Grande Vitória. A greve dos rodoviários, anunciada na sexta (9), também deixou os terminais vazios, como o de Vila Velha, e os pontos de ônibus lotados. E a soma desses fatores está afetando a vida dos capixabas no início desta semana. A paralisação ocorre por tempo indeterminado.
Ao menos é o que relata os passageiros na manhã desta segunda. É o caso do vigilante Wellington Souza Santos. Ele chegou ao Terminal de Vila Velha por volta das 5 horas e, por volta de 6h50, ainda não havia conseguido pegar um ônibus.
“Cheguei aproximadamente 5h05 da madrugada. Junto de outros passageiros, conseguimos chegar pegando o ‘bacurau’. Só que quando chegamos, nos deparamos com essa situação: o terminal sem ônibus e sem perspectiva de que horas eles serão liberados”, reclamou ele.
Esse também é o caso da Ione Gomes Lyra. “As catracas estão trancadas. A gente não consegue entrar. Acho isso um absurdo”, criticou a massoterapeuta.
Pontos lotados
Nas ruas da capital, é possível ver os pontos de ônibus lotados na manhã desta segunda-feria (12). Também é possível perceber que há poucos ônibus circulando, tanto coletivos do Transcol quanto os ônibus municipais de Vitória.
Nos terminais da Grande Vitória a situação também é complicada. No Terminal de Vila Velha, por exemplo, o espaço está vazio: há poucos passageiros e não há coletivos circulando. Por lá, os rodoviários informaram que não há previsão para que a situação volte ao normal.
Nas garagens dos coletivos a situação não é diferente. Por volta da 7h, um ônibus tentou sair da garagem Praia Sol, no bairro Nossa Senhora da Penha, Vila Velha, e foi impedido
A greve anunciada pelo Sindirodoviários é decorrente do início da circulação dos coletivos com ar-condicionado e sem cobradores a partir desta segunda, conforme garantiu o governo do Estado.
De acordo com Zedequias, a paralisação é em defesa dos postos de trabalho dos cobradores e foi marcada para começar na madrugada de hoje. O diretor também destacou que o jurídico do sindicato deve recorrer da decisão judicial.
“Fizemos uma assembleia em que a categoria foi unânime em aceitar a paralisação. Mesmo que eles falem que vão remanejar os cobradores para outros postos de trabalho, não sabemos se terão vagas para todos”, afirmou.
Até o final de 2019, 200 cargos de cobrador vão deixar de existir. Serão 1.200 a menos até 2022.