Especialistas em carreira indicaram 20 cursos que estão em alta no mercado de trabalho e os alunos não precisam da nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ou de passar por um vestibular.
São cursos técnicos e profissionalizantes, que de acordo com eles, possibilitam maior chance de conseguir emprego, além de terem menor duração que um curso superior. Em média, o tempo é de um ano e meio a dois anos. Entre eles, estão Enfermagem, Desenvolvimento de Games, Automação Industrial, entre outros.
A psicóloga e especialista em pessoas e carreira, Gisélia Freitas, explicou que os cursos na área de saúde sempre estão em alta devido à demanda pública.
“São cursos que estão muito associados à política e devido à gestão pública sempre têm um mercado aquecido. E neste ano, por conta da nova gestão e das cobranças em investimento na área da saúde, esses cursos vão estar ainda mais em alta.”
A diretora pedagógica dos cursos técnicos Lusíadas, Janice Coser, disse que os profissionais na área de enfermagem têm 90% de chance de empregabilidade.
A administradora especialista em gestão de pessoas, Meyriany Pereira, contou que os cursos nas áreas de tecnologia também estão em alta devido às necessidades de criações rápidas e constantes adaptações do mercado.

“Mais de 80 profissões, ligadas às áreas tecnológicas, surgiram no último ano. Por isso oferecemos cursos profissionalizantes e com vivência prática”, disse Michelle.
Outro setor que se mantém aquecido são as áreas industriais, que segundo a diretora de Educação do Senai-ES, Priscilla Carneiro, estão focados na 4ª Revolução Industrial e nas fábricas inteligentes. “Quem se forma nessa área, tem um perfil técnico e empreendedor, para atender ao que o mercado pede.”
“É preciso fazer aulas de liderança”
Além da formação técnica ser um atrativo para o mercado de trabalho, os especialistas em recursos humanos explicam que o profissional técnico precisa se manter em constante atualização, além de buscar cursos com aulas de liderança e ter um bom relacionamento pessoal.
Segundo os especialistas, muitos buscam na área técnica um conhecimento do processo operacional, para então decidirem sobre a graduação que irão fazer.
A diretora da Kato Consultoria e Treinamento, e especialista em RH, Roberta Kato, disse que a área técnica vem se expandido nos últimos anos. “Isso é devido à crise econômica que o País tem passado, porém as empresas ainda buscam os profissionais que não deixam de se atualizar. É importante que eles se mantenham em um processo de aprendizado constante”, afirmou.
Um dos pontos analisados nos colaboradores técnicos, pelas empresas, de acordo com especialistas, é a conduta comportamental, que envolve o controle emocional e o planejamento de carreira.

“Os cursos técnicos são mais rápidos que uma graduação de nível superior, e por conta da duração, algumas matérias voltadas para o desenvolvimento pessoal não são ensinadas. Por isso é importante que esse profissional estude em escolas de referência e invista em sua carreira com cursos de liderança, gestão de tempo e outros que agreguem em sua formação”, opinou.
Ela também ressaltou que o relacionamento interpessoal é fundamental para que o profissional se mantenha empregado. “Não adianta ter um diploma se a pessoa não sabe se relacionar. Também digo que as empresas buscam pessoas que saibam onde querem chegar”, declarou.

“As áreas técnicas têm remunerações atrativas e possibilidades de crescimento, além de dá uma boa base ao candidato que deseja futuramente seguir carreira em graduação ou até mesmo em certificações”, declarou.
A administradora especialista em gestão de pessoas, Meyriany Pereira, explicou que muitos profissionais buscam na área técnica uma oportunidade de conhecerem o nível operacional. “É a oportunidade de conhecerem a área técnica para então fazerem uma graduação.”


