Há crianças que vivenciam experiências capazes de desafiar qualquer explicação racional. Brincar com amigos imaginários, ouvir vozes, ter pressentimentos, ver vultos – como os avós que já morreram e nem conheceram – são alguns dos exemplos que têm assustado os pais.
Um dos casos foi contado por uma mãe, que sempre via a filha brincar sozinha, mas que dizia estar com uma “amiga imaginária”.
“Um dia precisei deixá-la na casa da minha tia. Quando fui buscá-la, essa tia estava pálida e com os olhos arregalados”, contou a mãe da criança. O motivo é que a menina tinha visto pela primeira vez a foto da bisavó.

Narrado por uma advogada de 33 anos, outro caso aconteceu com a filha dela, que hoje tem 5 anos.
Aos 2 anos, a menina ganhou uma boneca com estetoscópio. Ela gostava de brincar com o presente e, quando nem falava muito bem, colocou o aparelho de brinquedo no peito da mãe e disse: “Uso isso para curar. Abro aqui e tiro o coração. Conserto e coloco de volta. Às vezes, coloco outro coração”.
Uma dona de casa, 24 anos, contou que a filha, então com 2 anos, vivia internada por problemas de saúde. “Então ela começou a falar que tinha uma amiguinha. Um dia, estávamos na casa dos padrinhos dela, e minha filha disse que precisávamos voltar para casa para visitar amiguinha dela no hospital”.
A mãe, então, levou a filha em uma benzedeira. Na saída, a filha disse: “Vamos, Luana, brincar comigo”.
A mulher afirmou que a menininha morreu logo após o nascimento. “Na hora, não acreditei muito. Mas depois descobri que, em uma das vezes em que minha filha esteve internada, uma bebê chamada Luana morreu logo após o nascimento”.
O médico psiquiatra Jairo Navarro contou que já foi procurado por pais que relataram que os filhos estavam tendo alucinações. “Eles diziam que os filhos tinham amigos imaginários, que viam fantasmas, que ouviam bruxas rindo ou falando com eles (filhos)”.
“Ele adivinha as coisas antes de acontecer”, conta servidora
Diagnosticado com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), um menino, que hoje tem 9 anos, enfrentou momentos delicados e, devido às agressões físicas sofridas pela mãe, foi parar em um abrigo na Grande Vitória.
Aos 7 anos, ele teve a sorte de ser acolhido por uma família e, durante um ano e seis meses, conviveu nesse novo lar.
“Nós tivemos experiências que penso ser sobrenatural. Estávamos acolhendo aquela criança e, em um determinado momento, ele iria voltar para o abrigo. Só que ninguém havia conversado com ele ainda e, durante a noite, ele acordou e disse que tinha sonhado que voltaria para o abrigo. Ficou muito triste”, contou uma servidora pública de 48 anos, que acolheu o menino.
A família recorreu à Vara da Infância e conseguiu ficar com ele por mais um tempo. “Só que agora ele voltou para a casa da mãe e fica conosco a cada quinzena, sempre aos finais de semana”.
Segundo a servidora pública, ele sempre teve muita sensibilidade. “Ele adivinha as coisas antes de acontecer. Era muito assustador e não sabíamos como lidar. Ele sempre se expressava muito pela pintura. O neurologista suspeitava de autismo. Como ele era muito ansioso, muitas coisas não falávamos com antecedência. Mas ele dizia, sem ninguém ter falado”.
Um dos exemplos aconteceu durante um passeio na praia. “Estávamos no mar, eu e ele (criança), quando ele disse que o meu esposo, que ele chama de tio, nos chamava. Meu esposo estava no quiosque, longe. Eu disse que não estava, mas ele insistiu”.
Os dois saíram da água. “Para nossa surpresa, meu marido realmente estava pensando em nos chamar, pois a comida tinha chegado”, finalizou a servidora.
CASOS
Dando tchau para o céu
Com 4 anos, uma menina dizia que estava no céu e brincava com dois meninos, que estariam ligados à mãe por uma corda transparente.
“O detalhe mais lindo e arrepiante são os meninos. Tive um filho mais velho, um filho antes dela (menina) que faleceu e um outro depois de um ano que ela me contou essa história. Ela vivia dando tchau para o céu”, afirmou a mãe. A interpretação do caso é que a corda transparente simbolizava o cordão umbilical e os meninos seriam o irmão que morreu e o que nasceu após a visão da menina.
Irmão anjo
Uma professora contou que os dois filhos dela nasceram prematuros, de 27 semanas, em gestações distintas. Quando o mais velho tinha 1 ano e 11 meses, o segundo bebê nasceu e morreu com 24 dias. “Chegando ao cemitério, mesmo sem meu filho mais velho saber do ocorrido, olhou para a estátua de um anjo e disse: ‘O Rafa!’. Em outras situações, ele já falou: ‘Estou sentindo cheirinho de anjo’. A conexão deles é de arrepiar”.
Cheiro diferente
Ao acordar o filho, de 4 anos, sua mãe sentiu um cheiro diferente. “Quando ele abriu os olhos eu falei: ‘bom dia meu amor, seu quarto está com um cheiro diferente’. Ele respondeu: ‘é o cheiro do vovô’. Meu pai tinha falecido”.
O menino contou que o avô disse que estava “curado”, expressão que segundo ela, não tinha falado para o filho. “Me arrepiei todinha”, relatou a mãe da criança.
“Ser médico”
Chorando sem parar, um menino de 3 anos dizia que queria sair para trabalhar como médico. Sua mãe explicou que ele poderia realizar o sonho quando crescesse.
Um dia ela comprou um kit médico de brinquedo para ele e arrancou um largo sorriso, seguido da mensagem: “É muito bom poder ser médico de novo, sentia muita falta”.