
Dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), divulgados pela Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil, apontam que somente em Vitória, até 17 horas de ontem, o acumulado foi de 172,04 milímetros de chuva (cada milímetro de chuva equivale a um litro de água por metro quadrado).
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em 2013, a capital chegou a registrar em 24 horas 260,6 milímetros de chuva. Já em 2014, registrou 193,2 mm em Vitória. Desde então, a capital não apresentava volumes tão significativos.
O meteorologista Maurício Soares da Silva, do Inmet, explicou que, desde o último domingo, o instituto havia emitido alerta de tempo severo para o Espírito Santo por causa de uma frente fria prevista para passar pelo Estado.
O meteorologista do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), Hugo Ramos, afirmou que desde a última sexta-feira havia expectativa de um acumulado de chuvas significativas.
Ele enfatizou que a quantidade de chuva em 24 horas na capital superou toda a média esperada para abril, que é de 115 milímetros.
O coordenador da Defesa Civil de Vitória, Jonathan Jantorno, disse que a chuva intensa teve como consequência 36 ocorrências, entre as quais deslizamento de terra, rolamento de blocos e queda de muro. “Apenas pela manhã, atingimos o número de ocorrências que atendemos no mês inteiro”.
Sobre as diferentes previsões e dados divulgados por institutos e empresas de meteorologia, Hugo Ramos ainda ressaltou que é devido às diferentes estações e modelos de previsões usados.
“A chuva não é um parâmetro fácil de prever, assim como a temperatura, que é uma variável contínua. A chuva é pontual. Em um local pode chover e, em outro, não. Para cada modelo de previsão usado, o cálculo em um mesmo ponto pode ter resultados diferentes”.