
Tem quem queira pagar promessa, outros querem conhecer monumentos históricos, a gastronomia, melhorar a saúde. O fato é que, na volta, os peregrinos compartilham a mesma sensação: eles chegam revigorados.
A aposentada Iva Cortelletti, 77, é uma das milhões de pessoas que já encararam os 800 km do Caminho de Santiago de Compostela. No caso dela, foram três vezes: nos anos de 1999, 2004 e 2006.
“Era sedentária, nem meu médico acreditou que eu conseguiria. O caminho tem magia, histórias verdadeiras que vão sendo contadas, você conhece pessoas que estão ali por vários motivos”, lembrou a aposentada.
Iva pretende fazer o caminho mais uma vez. “Todos que vão estão na mesma sintonia. A sensação quando termina a caminhada é de que faltou alguma coisa, então você tem vontade de fazer o caminho inverso. Você não se cansa, revigora e restaura toda a sua vida”, avaliou.
A psicoterapeuta Cássia Rodrigues garantiu que a fé faz com que se crie mais imunidade física. “Mas a fé sincera não pode ser na base da barganha. Quando você faz esse tipo de atividade, entra em contato com seu interior e se ouve. Cuidar da saúde espiritual é cuidar da saúde mental”, lembrou.
O teólogo Marcus Nolasco de Abreu lembrou que as longas caminhadas são um momento de alívio, de paz e de autoconhecimento. “A solidão desse tipo de atividade pode ser um alento, um momento em que a pessoa tira para ‘afiar o machado’ e voltar revigorada para enfrentar o dia a dia”, opinou.
E faz muito bem para a saúde. O ortopedista Thanguy Friço lembrou que antes de encarar as longas caminhadas é interessante fazer um check-up e levar os equipamentos certos. “Calcule a distância, use o tênis correto, se hidrate bastante durante o percurso com água ou isotônico. Mente sã e corpo são sempre”, ressaltou o especialista.


