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Claudia Matarazzo

Lidando com gente esnobe

Gente esnobe existe desde sempre e está por toda parte: em centros urbanos, subúrbios, no trabalho e na escola. Nos anos 1960, chamavam-se esnobes. ...

Última atualização

Gente esnobe existe desde sempre e está por toda parte: em centros urbanos, subúrbios, no trabalho e na escola. Nos anos 1960, chamavam-se esnobes. Hoje, são simplesmente gente metida.

Na maior parte das vezes, você pode reconhecer essas pessoas pelo fato de pensarem que são melhores que toda a humanidade. Simples assim.

Os esnobes têm o poder de fazer com que a pessoa menos preparada sinta-se, subitamente, inferior ou fora de lugar.

Muitas vezes, eles podem estar cercados por pessoas, mas, acredite, têm menos amigos verdadeiros do que a maioria, uma vez que se preocupam mais consigo mesmos do que com os outros.

O que eles não sabem é que, independentemente de sua posição social ou status econômico, não há absolutamente nenhuma razão para serem esnobes. E menos motivos ainda para se sentirem melhores do que os outros. 

Afinal, uma das regras universais da etiqueta adequada é mostrar respeito pelo próximo e tratar a todos da mesma forma. E o esnobismo faz o oposto.

Como lidar com eles?

O ideal mesmo é evitar gente assim. Mas, muitas vezes, não dá, pois podem ocorrer algumas circunstâncias que, literalmente os joguem no seu colo. Aqui vão algumas dicas para administrar essa situação:

Ignore – Quando a pessoa fizer ou disser algo arrogante, ignore-o/a e continue com o que estiver fazendo. 

Eventualmente, ele/ela pode perceber que não está agradando, e para de se comportar mal e ser inconveniente, ou se afasta.

Evite certos tópicos – Eles adoram falar de dinheiro, marcas famosas, viagens carésimas e outros tópicos do universo que consideram luxuoso.

Se outra pessoa mencionar alguns desses assuntos, mude imediatamente para algo menos provável de estimular o esnobe em questão .

Advirta – Se tiver intimidade, experimente ligar para ele/a em particular, e informe que seu comportamento não é aceitável. Ou pelo menos naquela roda e/ou circunstância especial. 

Afinal, ele pode não perceber como está se comportando, e você pode acabar fazendo um favor. 

Não se surpreenda se ele/ela ficar na defensiva no início, de forma que, uma vez dado seu recado, recue e deixe a pessoa processar a informação.

Novo no grupo – Se uma pessoa metida estiver sendo agregada ao seu grupo de amigos e você percebe que está fazendo sucesso e “adeptos”, é difícil tanto aceitar quanto administrar.

Há quem se deslumbre no início com gente assim, e o resultado é que o grupo acaba se dividindo.
Testemunhei mais de um caso de esnobismo tóxico, e ele é realmente desagregador.

Por isso, se perceber esse tipo de movimento, procure abrir os olhos dos amigos mais íntimos do grupo.

Não no sentido de criar uma cisão ou escolha, mas apenas para que percebam melhor o novo elemento do grupo e, assim, também aprendam a lidar com ela de forma a neutralizar a metidez.

Por que todo esse papo de esnobismo e metidez? Porque tenho percebido uma escalada na violência das relações interpessoais. E não custa reforçar: qualquer pessoa com confiança e autoestima elevada pode sair de casa todas as manhãs sentindo-se confortável sabendo que nenhuma quantidade de esnobismo a tornará melhor do que outra pessoa. 

Assim, antes que os efeitos dessas pessoas o/a atinjam, lembre-se que, quando você é esnobado, o problema é muito mais delas – e nunca seu.

 

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