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Cláudio Humberto

Caixa-preta do BNDES vai continuar fechada

Os detalhes da farra de financiamentos bancados pelo BNDES, com dinheiro público, continuam escondidos do contribuinte, que paga a conta, após 10 ...

Câmara aprovou em julho a reforma da Previdência em primeiro turno

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Os detalhes da farra de financiamentos bancados pelo BNDES, com dinheiro público, continuam escondidos do contribuinte, que paga a conta, após 10 meses de governo Bolsonaro.

A CPI do BNDES na Câmara, terceira CPI criada por parlamentares para abrir a caixa-preta do banco, chegou a dar uma ponta de esperança com os pedidos de indiciamento dos ex-presidentes Lula e Dilma. Mas acabou em pizza, como as anteriores, e os petistas foram excluídos do relatório final.

“Inimigos” unidos
Relator da CPI, Altineu Côrtes (PR-RJ) tirou o pedido de indiciamento de Lula e Dilma após pressão da aliança entre PT e “centrão”.

Aos amigos tudo
A farra inclui financiamentos com juros camaradas e sem fiscalização ou exigência de prestação de contas para empresas e ONGs amigas.

Ali, ninguém tasca
O ministro do Meio Ambiente teve de brigar para ver a prestação de contas de ONGs ambientais que levam dinheiro do BNDES.

Pizza do dia
A CPI tem reunião marcada para tentar votar o relatório final. Sem Lula e Dilma entre os indiciados, a expectativa é de aprovação… da pizza.

Banco Safra virou alvo da Lava a Jato e da Zelotes
O fundador do Banco Safra, Joseph Safra, e dos principais executivos do banco, João Inácio Puga, foram acusados na operação Zelotes de pagar propina de R$ 15,3 milhões para obter decisões favoráveis no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), da Receita Federal. Safra acabou absolvido, mas procuradores sustentavam que o banqueiro tinha conhecimento das irregularidades e da propina.

Safra com Maluf
O Safra National Bank of New York teve de pagar às autoridades do Brasil US$ 10 milhões (R$ 41,1 milhões) por ter feito operações para Paulo Maluf.

US$ 100 milhões sujos
O ex-prefeito Paulo Maluf e familiares movimentaram apenas no Safra de Nova Iorque mais de US$ 100 milhões (R$ 410 milhões), segundo o Ministério Público.

Panamá Papers
Empresas do grupo Safra, além do próprio controlador, são citados no escândalo Panamá Papers, que trata de bilhões em paraísos fiscais.

Banqueiros blindados
Bancos caras de pau encerram contas de clientes “politicamente expostos”, ou sejam, enrolados em investigações. Mas banqueiros que subornam políticos nem sequer são incomodados pelo Banco Central.

Apenas 2%
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, lembra que o Orçamento do governo é de R$ 1,5 trilhão, mas sobram apenas R$ 30 bilhões para investimento. Ninharia para um País de 210 milhões de habitantes.

Fim da novela
Deve chegar ao fim, esta semana, a novela da PEC da Reforma da Previdência. O plenário do Senado deve votar amanhã, em segundo turno, a matéria que teve 56 votos favoráveis no primeiro.

Brasil brasileiro
O xingamento a Bolsonaro pelo líder do PSL ofendeu ouvidos mais sensíveis, mas uma reunião de deputados no Brasil não é comparável exatamente a uma assembleia de clube de campo de lordes ingleses.

Choro é livre
A Comissão de Trabalho da Câmara atendeu pedido de deputados do PT para debater se o Cade “extrapolou” competências legais ao permitir a venda de oito refinarias da Petrobras. O choro é livre.

Que perigo
A CPI das Fake News do Senado, que pretende conceituar e delimitar “fake news”, além de debater seus impactos, inicia a série de audiências públicas na terça. Perigoso é parlamentares decidirem o que é mentira.

Prognóstico animador
A Instituição Fiscal Independente (IFI) divulgou relatório afirmando que o cenário relativo à inflação é “confortável” e que essa expectativa cria condições para que o Copom mantenha “ciclo de queda da taxa Selic”.

Chilique não é antiético
O Conselho de Ética da Câmara analisa processo contra Glauber Braga (Psol-RJ), foto, pelo chilique que o deputado deu na sessão da CCJ que ouviu o Sérgio Moro (Justiça). O relatório é pelo arquivamento.

Pensando bem…
…esta semana pode marcar o fim da novela da Previdência e também o fim da operação Lava a Jato.

Poder sem pudor

O pistolão certo

O talentoso jornalista Mauro Santayana acabara de ser nomeado adido cultural à embaixada do Brasil em Roma, nos anos 1980. Um belo cargo, no belíssimo Palácio Doria Pamphilij, sede da nossa embaixada na Piazza Navona, centro de Roma. Um amigo encontrou Santayana e foi logo gozando: “Puxa, esse é o emprego que pedi a Deus!…” O jornalista respondeu na bucha: “Acho que você pediu ao cara errado. Quem me nomeou foi o presidente José Sarney.”

Dono de um texto brilhante, Santayana foi quem redigiu o discurso de posse do presidente Tancredo Neves, afinal lido por Sarney.

Colaboram: André Brito, Jorge MAcedo e Tiago Vasconcelos

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