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Cláudio Humberto

Governo vai acabar com farra de conselhos ministeriais

O governo decidiu acabar com a farra de diárias e passagens de integrantes de conselhos ministeriais. Somente no Ministério da Mulher, da Família e ...

Última atualização

O governo decidiu acabar com a farra de diárias e passagens de integrantes de conselhos ministeriais. Somente no Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos são quase 400 conselheiros em 12 conselhos, na maioria, militantes partidários.

Metade dos conselheiros é de representantes de ONGs, “organizações não-governamentais” que não vivem sem dinheiro governamental, até para bancar suas viagens.

Videoconferências

O governo pretende substituir a farra de viagens por videoconferências, aproveitando as possibilidades oferecidas pela moderna tecnologia.

Farra de ONGs

No Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), 14 dirigentes de ONGs torram R$ 40 mil por mês com suas idas e vindas.

Nosso bolso

Cada conselheiro de ONG recebe diárias de R$ 321 e mais R$ 95 para deslocamento, além das passagens aéreas de ida e volta para Brasília.

Utilidade duvidosa

Tem de tudo nos 12 conselhos no âmbito do Ministério da Mulher, alguns superpostos e grande parte de utilidade duvidosa.

“Novo Código Comercial” é monumento ao atraso

Na lista de propostas para destravar a economia, que o governo Jair Bolsonaro negocia com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), esconde-se um que, aprovado, teria efeito oposto, devastador. Trata-se do projeto de “Novo Código Comercial”, monumento ao engessamento burocrático dos negócios. O autor oficial é Renan Calheiros (MDB-AL), mas um petista religioso o elaborou.

Atentado à liberdade

Definido como um “atentado ao empreendedorismo”, o projeto é de autoria intelectual do jurista filopetista Fábio Ulhôa Coelho, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Elogio ao atraso

Ulhôa Coelho fez um projeto de concepção antiquada, burocratizante, com quase mil artigos que constituem verdadeiro elogio ao atraso.

Abra o olho, capitão

O autor do projeto é ligado aos petistas José Eduardo Cardozo, ex-ministro de Dilma, Vicente Cândido e Paulo Teixeira, de São Paulo.

Pessimismo militante

A queda no superávit em abril foi alardeada por jornalistas como fruto da queda na arrecadação e não pelo aumento das despesas. Só que a arrecadação subiu 1,28% em abril e foi a melhor desde 2014. Mas, esse é apenas um detalhe para os que sofrem do Complexo de Cassandra.

Vai para o saco

Com dívidas financeiras de R$ 11 bilhões a Atvos, braço sucroalcooleiro do grupo Odebrecht, entrou com pedido de recuperação judicial em São Paulo, após tentar sem sucesso um acordo com os credores.

PSB no poder

O senador Fernando Bezerra conseguiu a substituição de Alfredo Bertini, que foi da equipe de Paulo Guedes (Economia), por Antônio, irmão de Eduardo Campos (PSB), na Fundação Joaquim Nabuco.

DEM no poder

O ex-ministro Mendonça Filho (DEM) emplacou um ex-assessor no Minitério da Educação (MEC), Leonardo de Souza Leão, na diretoria de Gestão e Articulação do bilionário Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

Que fase…

Ex-deputado de mandato único, e pelo Partido Verde, Evandro Gussi põe as mangas de fora na Câmara, agora presidente da Única, por indicação da Raizen, distribuidor de combustível indócil com a venda direta, que dispensa sua existência. E reduz os preços ao consumidor.

Aqui, não

O presidente do PPS, Roberto Freire, nega qualquer chance de filiação do tucano Aécio Neves (MG). Segundo ele, o partido busca lideranças que contribuam com a renovação política brasileira.

Trilha de ACM

A iniciativa do presidente Jair Bolsonaro de ir a pé à Câmara, para a homenagem a Carlos Alberto de Nóbrega, do SBT, fez lembrar o velho ACM, que fazia sempre a mesma caminhada. Em sentido contrário.

Pandemônio

A caminhada de Jair Bolsonaro do Planalto para a Câmara foi terror para a segurança, que parou o trânsito para a travessia. Na volta, alguém deu um toque e o Presidente esperou o sinal fechar para atravessar a rua.

Pensando bem…

…se aprovada no primeiro semestre, a reforma da Previdência fará muita gente soltar fogos no São João. Outros vão cuspir fogo mesmo.

Senador interrompido

Disposto a ajudar o governo a assegurar o quórum da Comissão de Orçamento, certa vez, o senador Wellington Salgado (PMDB-MG) saiu às pressas do banheiro.

Chegando ao plenário, reclamou de Heráclito Fortes (PFL-PI), que tentava obstruir a sessão.

Língua afiada, Heráclito não perdoou: “O senador Wellington Salgado reclamou que saiu correndo do banheiro. Agora, pode retornar o interrompido…”

Colaboram: André Brito, Jorge Macedo e Tiago Vasconcelos

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