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Bolsonaro dá munição à oposição

A operação protagonizada por Jair Bolsonaro para contemplar policiais mantidos pela União com regras mais amenas de aposentadoria deixou muitas ...

Última atualização

A operação protagonizada por Jair Bolsonaro para contemplar policiais mantidos pela União com regras mais amenas de aposentadoria deixou muitas arestas no Congresso. Parlamentares dizem que, além de abrir brecha para pressão de outras categorias do serviço público, o presidente derrubou sozinho um dos pilares do discurso pró-reforma da Previdência, o de que ela acabaria com privilégios, dando munição à oposição. O silêncio de Paulo Guedes (Economia) também foi criticado.

E agora, José? – Deputados de partidos de centro-direita lembraram que o ministro da Economia criticou fortemente a primeira versão de relatório apresentado pelo relator da reforma na Câmara, Samuel Moreira (PSDB-SP), dizendo que a o Congresso havia sucumbido a lobbies.

O Gato comeu – Diante da ação do próprio chefe, o presidente, Guedes preferiu recolher os flancos.

Sem distinção – A previsão de regras mais amenas para policiais também desagradou a Rede Apoie a Reforma, que une 77 instituições e representantes da sociedade civil. O grupo lembra que pesquisa recente encomendada pelo CLP-Liderança Pública mostrou que 79% dos entrevistados apoiava direitos e deveres iguais para todos.

Nem vem que não tem – Outro entrave ao avanço da reforma, o impasse sobre a inclusão de estados e municípios no pacote de mudanças, causou desgaste no DEM. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), maior entusiasta da medida, viu o presidente de sua sigla, ACM Neto, prefeito de Salvador, agir de maneira contundente contra a extensão das novas regras.

Problema caseiro – O principal adversário político de Neto é o governador da Bahia, Rui Costa (PT). Os petistas no Congresso condenam a reforma da Bolsonaro.

Diga aonde você vai… – A oposição conta com os passos em falso do governo para tentar jogar a votação da reforma para o segundo semestre, o que teria forte impacto negativo no mercado financeiro. Os investidores atrelaram o timing da reforma à expectativa de queda de juros.

…que eu vou varrendo – Os integrantes de PT e PC do B, por exemplo, consideram principalmente a insatisfação de deputados de centro com a capacidade do governo de liberar as emendas prometidas.

Vai ter luta – Em reposta à investida da Polícia Federal contra Glenn Greenwald, partidos de oposição preparam representação à Procuradoria-Geral da República. Na peça, vão pedir que o órgão “garanta a liberdade de imprensa” e evite que jornalista seja “vítima de abuso de autoridade”, diz Marcelo Freixo (PSOL-RJ).

Vai ter luta II – O texto é assinado por PDT, PSOL, PT, PC do B e PSB e deve ser protocolado nesta quinta (4). Os partidos não descartam outras medidas para tentar blindar o jornalista. Uma opção em estudo é o ingresso de ação no Supremo Tribunal Federal (STF).

Vale a pena… – O escritório de integridade acadêmica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) concluiu relatório sobre o autoplágio cometido pelo agora ministro da Educação, Abraham Weintraub. Como revelou a Folha, ele publicou o mesmo artigo em dois periódicos diferentes.

…ler de novo – Segundo o documento, a conduta “não é adequada e contraria as boas práticas de pesquisa científica”. O relatório é uma resposta a requerimento feito por Alexandre Padilha (PT-SP).

Anos dourados – O deputado Pedro Paulo (DEM-RJ) se reúne nesta quinta-feira com técnicos da equipe econômica para começar a discutir proposta de emenda constitucional que crie gatilhos para evitar que o governo corra risco de quebrar a regra de ouro – norma que proíbe tomada de empréstimos para quitar despesas do dia a dia.

Anos dourados II – O intuito é expandir a metodologia para as demais regras fiscais, acionando gatilhos de contenção de despesas que corrijam a rota antes que a crise se instale.

Visita à Folha – A presidente da Indeov, Camila Teixeira, visitou a Folha nessa quarta-feira (3). Estava acompanhada de Carolina Nocetti, médica e consultora técnica em terapia canabinoide, e Fernanda Dabori, assessora de imprensa.

Tiroteio
“Interesses de algumas corporações não podem prevalecer sobre os de todos os brasileiros. Seria um retrocesso!”

Do deputado Vinicius Poit (Novo-SP) sobre Bolsonaro ter articulado mudanças no texto da Previdência para atender forças de segurança.

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