- Vitória, ES 24°C

Vitória 24°C

Anúncio
Painel

Pá de cal

A revelação do El País e do The Intercept de conversas de membros da força-tarefa sobre o ministro Gilmar Mendes, do STF, selaram a indisposição do ...

Última atualização

A revelação do El País e do The Intercept de conversas de membros da força-tarefa sobre o ministro Gilmar Mendes, do STF, selaram a indisposição do Supremo com Deltan Dallagnol. Se o Conselho Nacional do Ministério Público não o afastar, afirmam integrantes da corte até hoje isentos de citações, “farão isso por ele”.

O apoio aos métodos do chefe da Lava Jato de Curitiba é minguante. Uma segunda parte do inquérito que apura o hackeamento das mensagens chega nos próximos dias na corte.

Boca na botija – Nos novos diálogos, procuradores admitem, entre risos, buscar informações contra o ministro na Suíça. Eles dizem ter “ouvido falar” de uma suposta ligação entre Gilmar e Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, suspeito de ser operador do PSDB, e, a partir daí, traçam medidas que, ao cabo, visavam afastar o ministro do Supremo.

Sua conta e risco – Ao contrário do que houve nas mensagens reveladas anteriormente, neste caso não há qualquer suspeita formalizada, indicação em uma delação ou mesmo em uma negociação de colaboração. Os procuradores, Deltan entre eles, chegam a fazer piada com o fato de serem impedidos pela lei de investigar um integrante do STF.

Espontânea vontade – Para integrantes do Judiciário, esse contexto agrava sobremaneira a situação política de Dallagnol. Fica claro, analisam os nomes consultados, que eles sabiam que o que tramavam era uma ilegalidade, que tinham ciência de que estavam extrapolando seus limites.

Aos quilos – O volume do material que compõe o inquérito que apura o hackeamento de autoridades é tão grande que a parte que já chegou no STF nem sequer foi autuada. O destinatário é o ministro Alexandre de Moraes.

Tem método – Pessoas próximas a Moraes, ministro que relata inquérito que apura ataques e fake news contra o Supremo, dizem que, se após análise ele entender que há algo voltado especificamente contra o tribunal, pode desentranhar trechos específicos e remetê-los à guarda da corte na investigação que já conduz.

Aqui não – Integrantes da Procuradoria-Geral da República voltaram a descartar as chances de Raquel Dodge, mesmo publicamente cobrada por Mendes, agir de ofício contra Dallagnol. O Conselho Nacional do Ministério Público debate o caso do procurador de Curitiba na semana que vem.

Acertou o que não viu – O presidente Jair Bolsonaro declaradamente mirou na “grande mídia” ao assinar medida provisória que desobriga a publicação de balanços nos jornais, mas acabou atingindo uma parte significativa da elite da classe política, a ala que é dona de veículos de porte regional.

Efeito colateral – A norma baixada por Bolsonaro fere de morte jornais de famílias tradicionais na política, disse um dirigente de partido de centro que é dono de empresas de comunicação em seu estado. Ele e outros já começaram a acionar líderes, deputados e senadores para derrubar a MP.

Termômetro – O governador Ronaldo Caiado (DEM-GO) passou na casa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), nesta terça (6), e sondou colegas sobre a disposição da Câmara de aprovar uma proposta do Senado que incluísse estados e municípios na reforma da Previdência.

Termômetro 2 – Ao menos três líderes de partidos do chamado centrão disseram a Caiado que o clima hoje é mais favorável à proposta.

Explique-se – A Rede vai apresentar ao STF uma ação direta de inconstitucionalidade contra o governo, sob alegação de omissão na divulgação de dados do desmatamento.

Visita à Folha – Michel Temer, ex-presidente, visitou a Folha nesta terça-feira (6), onde foi recebido em almoço.

Raul Cutait, professor do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da USP, membro da Academia Nacional de Medicina e presidente do Conselho Superior de Responsabilidade Social da Fiesp, visitou a Folha nesta terça.

O presidente da Unimed Brasil, Orestes Barrozo Medeiros Pullin, visitou a Folha nesta terça. Estava acompanhado de Aline Cebalos, gerente de Comunicação e Marketing da Unimed Brasil, e Bruno Nogueira, da DNA Comunicação.

TIROTEIO

“Ele naturaliza e estimula a brutalidade. Polícia que mata gera desconfiança. E essa conta cairá no colo do presidente.”

De Juana Kweitel, da Conectas Direitos Humanos, após Bolsonaro dizer que excludente de ilicitude fará bandido morrer “igual barata”

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.