Os registros de candidatura foram entregues à Justiça Eleitoral e, entre os dados, estão os de 42 vereadores que pretendem disputar uma das 30 vagas na Assembleia Legislativa ou uma das 10 cadeiras do Espírito Santo na Câmara Federal. Boa parte deles é da Grande Vitória. Cerca de um terço de cada Legislativo está no páreo.
Em Vitória, por exemplo, que conta com 15 parlamentares, cinco terão seus rostos nas urnas. A média não altera muito nos demais municípios: Cariacica são seis dos 19; Vila Velha, seis dos 17 vereadores; e, na Serra, cinco dos 23.
Há explicações: alguns buscam representar melhor o eleitor; outros dificultar o campo para um adversário local e se testar para 2020, além de somar votos para a legenda. Há também quem almeja outro cargo, usando a vereança como trampolim político. Caberá ao eleitor analisar as intenções do candidato.
Real polarização
Para quem ainda tinha dúvida sobre a polarização da eleição, os extremos chegam munidos de candidaturas. Nacionalmente, quem tem mais candidatos é o PSL de Jair Bolsonaro (1.260 nomes) e o Psol de Guilherme Boulos (1.202), Ou seja, fizeram o dever de casa visando o pleito 2018.
No Estado, o PSL conta com 31 nomes e o Psol com 22.
Apoio a Rose de Freitas
Mesmo com o seu partido, o PPS, no palanque de Renato Casagrande (PSB), o prefeito de Cariacica, Geraldo Luzia Junior, o Juninho, vai fazer campanha para outra candidata ao governo, Rose de Freitas (Podemos).
“Vamos retribuir Rose pelo o que fez nesses anos de mandato. Vou estar próximo dela, sem obstruir a movimentação dos outros”, explicou.
Vice dos botafoguenses
Escolhida para compor a chapa de Renato Casagrande (PSB), Jacqueline Moraes (PSB) já tem histórico de ser vice de botafoguenses. Quando estava na Câmara de Cariacica, ela foi vice-presidente dos vereadores Marcos Bruno e César Lucas, ambos torcedores do “Fogão”. Pode pedir música!
Uma solução quase caseira
Mesmo com uma série de partidos querendo sugerir um dos seus dois suplentes — chegaram a ser cogitados Jurandir Loureiro ou o empresário Sérgio de Castro — o senador Ricardo Ferraço (PSDB) optou por uma solução quase caseira.
Escolheu dois nomes do DEM, partido do seu pai, Theodorico Ferraço, e da madrasta, Norma Ayub. São eles: o advogado Diego Libardi e Ricardo Cordeiro.
GALERIA
Sem aliados governistas
O PPS ameaçou deixar a base do candidato ao governo Renato Casagrande (PSB) por estar sendo preterido na composição proporcional. Queria ir para a disputa ao lado do PSB. Mas, na chapa para Câmara Federal, ficou mesmo com o PP. “Não queríamos ficar com ninguém que é do lado de Paulo Hartung”, diz o presidente regional do PPS, Fabrício Gandini. O cálculo eleitoral, obviamente, também foi determinante para o partido aceitar largar a mão dos socialistas.
Geopolítica
Com Rodrigo Coelho fora da disputa, quem está de olho na região onde ele tinha votos, Sul do Estado, é Erick Musso (PRB), que já conta com o apoio até de prefeitos, como Robertino Batista (PDT), o Tininho, de Marataízes. Mas, Erick tem reduto no Norte…
Índice de desemprego
Segundo o IBGE, a população desocupada foi estimada em 257 mil pessoas este ano, 25 mil pessoas a menos que no mesmo período de 2017. Logo, isso vai virar bandeira de campanha.
Era digital
Enquanto o CNPJ não sai para divulgar o material gráfico, não faltaram mensagens no whatsapp de candidatos com fotos e números na urna.
Mudas de árvore
O candidato a deputado Alexandre Martins (PRB) anunciou nas redes sociais que vai plantar mudas de árvores para compensar os danos ambientais eventuais da sua campanha.
