Com poucas exceções, o teste das urnas para políticos com mandato foi dramático. Tanto na Assembleia como na Câmara Federal a renovação foi de 50%. E os políticos que conseguiram a reeleição amargaram uma redução no capital político que foi além das bandeiras e cores partidárias.
Dos cinco reeleitos para a Câmara Federal, todos tiveram uma menor votação do que em 2014. Sergio Vidigal (PDT) foi o mais penalizado, saindo de 161.744 votos para 73.030 (- 54,8%). O segundo que mais perdeu foi o socialista Paulo Foletto, de 88.110 votos em 2014 para 55.957 agora (- 36,4%). Helder Salomão (PT) perdeu 10.583 votos (de 83.967 para 73.384), Norma Ayub (DEM) caiu de 64.969 para 57.156 votos e Evair, que foi o mais equilibrado, mas caiu de 48.829 foi para 48.412.
Na Assembleia, dos 15 reeleitos, oito foram com votação menor. Em termos absolutos, Theodorico Ferraço foi o que mais perdeu, saiu de 49.366 para 30.576 votos (menos 18.790).
Os que aumentaram
Na Assembleia, dos 15 reeleitos, sete aumentaram a votação. Destaque para Sergio Majeski que quase quadruplicou a quantidade de votos, saindo de 12.007, em 2014, para 47.015 agora.
Além dele, Hudson Leal, Enivaldo dos Anjos, Erick Musso, Raquel Lessa, Dary Pagung e Marcos Mansur também aumentaram capital político.
Oposição? Jamais!
O deputado estadual Marcelo Santos (PDT) descartou ontem que possa ser uma voz de oposição ao governo Casagrande por ter se tornado líder do governo Hartung.
“Meu candidato foi Renato Casagrande. Pedi votos para ele em todas as minhas atividades de campanha”, disse Marcelo, em nota. O PDT fez parte da coligação de Casagrande.
Cuspindo marimbondo
O ex-prefeito de Baixo Guandu Lastênio Cardoso, que não conseguiu se eleger à Assembleia, ficou bravo no Facebook. “Para os guanduenses, nós vivemos em um lugar perfeito, quero dizer a todos que procurem outro candidato para defendê-los, nunca mais disputo eleição no município”. Depois, arrependido, recuou: “Rumo à prefeitura em 2020”.
Gabinetes divididos
O deputado federal Felipe Rigoni, que é o primeiro cego a ser eleito na Câmara Federal, vai adotar medidas de austeridade para economizar na verba de gabinete de seu mandato.
Além de dizer que só terá 15 assessores, ele também disse que vai dividir o gabinete com a colega Tabata Amaral, que foi eleita por São Paulo. Os dois fazem parte do “Acredito”, movimento para formar novas lideranças.
Projeto rejeitado e ameaça de CPI em Vila Velha
O prefeito de Vila Velha, Max Filho, sofreu uma derrota na Câmara e ainda pode ser alvo de uma CPI. Na segunda-feira, os vereadores rejeitaram e arquivaram o projeto que autorizava o prefeito a contrair um empréstimo de 34 milhões de dólares para investimentos na cidade. Ontem, um grupo de vereadores tentava colher assinaturas para apresentar uma CPI contra Max, o acusando de uso da máquina pública na campanha do vice, Jorge Carreta, como no episódio em que o site da prefeitura foi usado para chamar para um bandeiraço.
Vai um exame de vista aí?
E a bandeira rosa hasteada na Ufes devido à campanha Outubro Rosa – de conscientização e prevenção ao câncer de mama – continua sendo alvo de discórdia nas redes sociais, principalmente por quem anda confundindo rosa com vermelho.
Voto e consequência
“Seu nome vai continuar sujo”, diz o meme direcionado aos eleitores de Ciro Gomes, que perdeu nas urnas.
Até quando?
Toda eleição é a mesma coisa. Até quando a Justiça vai permitir ataques aos nordestinos por conta de suas escolhas políticas?
Quem te viu, quem te vê
O MDB, que já foi a maior bancada da Assembleia, contará com 2 vagas.
#Fica, Temer!
E o Temer, hein? Não é melhor ir ver o que ele anda fazendo?
(coluna publicada em 10/10/2018)
