Numa sessão-relâmpago, que não constava na ordem do dia, o presidente da Assembleia, Erick Musso (Republicanos), foi reeleito para o biênio de 2021-2023. Sob o protestos de pelo menos cinco deputados, que não teriam sido avisados sobre a eleição, foi apresentada uma chapa única encabeçada por Erick Musso e repetindo os nomes dos deputados Marcelo Santos (PDT), como 1º vice-presidente; e Torino Marques (PSL), como 2º vice-presidente.
Porém, os deputados Luciano Machado (PV) e Emílio Mameri (PSDB) foram retirados da 1ª e da 2ª secretarias. Entraram Adilson Espíndula (PTB) como 1º secretário e Eustáquio de Freitas (PSB), como 2º secretário. Marcos Garcia (PV) e Janete de Sá (PMN) entram como 3º e 4º secretários no lugar de Raquel Lessa (Pros) e Alexandre Xambinho (Rede).
Eleição
A chapa foi eleita por 24 deputados. Cinco parlamentares – Luciano, Sergio Majeski (PSB), Iriny Lopes (PT), Fabrício Gandini (Cidadania) e Dary Pagung (PSB) – votaram contra e Theodorico Ferraço (DEM) estava ausente. A votação começou às 9h35, após a derrubada da sessão ordinária.
“Pela independência dos poderes, eu voto sim”, justificou Rafael Favatto. “Eu jogaria minha biografia no lixo se votasse sim, isso aqui está uma nojeira, é um dia de luto”, disse Majeski ao votar não – ele chegou a ter o microfone cortado.
Após ser reeleito, Erick fez um discurso e iniciou citando um versículo bíblico: “A Bíblia diz que toda autoridade é constituída por Deus, então toda honra e toda a glória sejam dadas ao Senhor Jesus. Essa Casa vive um novo tempo”, disse. A posse será no dia 1º de fevereiro de 2021.
Na segunda-feira, os deputados aprovaram uma PEC que mudou dois parágrafos do artigo 58 da Constituição Estadual e possibilitou a alteração da data da eleição da Mesa Diretora marcada, a princípio, para o dia 1º de fevereiro de 2021.
