Ao anunciar, em coletiva de imprensa, a prescrição e o arquivamento do caso Isabela Cassani – estudante de 15 anos que foi morta em Vitória, em 1999 –, os chefes da Polícia Civil, José Darcy Arruda, e da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa, José Lopes, lembraram que outros crimes acabam ficando sem solução, mas que o Estado resolve mais do que o País.
“Nosso índice de resolutividade é de 60% em média. No Brasil, a média é de 17%. Quando somamos a produtividade, que são os casos antigos, tudo o que nós produzimos independente do ano, esse índice é até maior, chega a 70%”, disse Lopes.
Os dados são referentes a homicídios que ocorrem na Grande Vitória e apurados pela DHPP. Mesmo assim, Lopes não escondeu a frustração de não ter chegado à autoria do caso Isabela Cassani. “Lamentamos muito. É difícil ter que arquivar esse caso, a gente quer sempre vencer”.
Levar a experiência
O chefe da DHPP, delegado José Lopes viaja no próximo dia 25 a São Paulo para falar da experiência do Estado na redução do número de homicídios. Ele foi convidado pelo Instituto Sou da Paz. “Desde 2010 estamos reduzindo os homicídios no Estado”, disse ele. O mês passado fechou com o menor número de assassinatos (72) em 23 anos.
Reblin na subsecretaria
O superintendente regional de Saúde da Região Metropolitana, Luiz Carlos Reblin, ficará à frente da Subsecretaria de Vigilância em Saúde a ser criada, por decreto, no mês que vem, conforme noticiou a coluna Plenário no último sábado.
A subsecretaria será criada, principalmente, para fortalecer o combate à dengue e a outras endemias.
Lelo e Amaro?
O ministro da Cidadania em exercício, Lelo Coimbra (MDB), e o deputado federal Amaro Neto (Republicanos) foram vistos conversando longamente na Câmara Federal na semana passada. Mas, Lelo desconversa quando é questionado sobre uma parceria para as eleições do ano que vem, principalmente na disputa em Vitória.
“Tenho conversado com Amaro desde o 1º semestre”. Lelo disse que tem falado com outros atores também.

É costume quando alguém sobe à tribuna da Assembleia para discursar, cumprimentar os presentes à Mesa. Para não ser julgado por ter esquecido de citar participantes do seminário sobre a reforma tributária, o deputado Felipe Rigoni soltou: “Só eu posso dizer que não vi as pessoas”. Rigoni é cego.
Comissão não vai apurar conduta de capitão
O deputado Lorenzo Pazolini, que preside a Comissão de Proteção à Criança e ao Adolescente da Assembleia, disse que não irá apurar a conduta do colega Capitão Assumção que postou, em redes sociais, foto da filha de 10 anos segurando uma arma. “A conduta do deputado, pelo fato de ele ter foro, é de competência da Corregedoria apurar”. Questionado sobre o que faria se a conduta fosse de um cidadão comum, Pazolini respondeu: “Tenho que ver o caso concreto, mas poderia, eventualmente, ser apurado. É passível de apuração”.
Galeria
Ê saudade…
O presidente do PSL, Carlos Manato, que anda com saudade do tempo em que era deputado federal, faz amanhã e quarta-feira entrega de maquinário agrícola em Alegre, fruto de suas emendas parlamentares. De quebra ainda vai prestar contas do antigo mandato na Câmara.
Política cautelosa
“Política é como manobra de navio, tem que ser equilibrada. Toda vez que é cavalo de pau, prejudica alguém”. Do prefeito de Vitória, Luciano Rezende, no seminário sobre reforma tributária na Assembleia.
Para o bem comum
A Vara Única de João Neiva está com inscrições abertas para a seleção de projetos sociais que receberão até R$ 20 mil de recursos de transações penais e sentenças condenatórias.
Assembleia cidadã
Mais de 10,5 mil pessoas já foram atendidas pelos serviços da Ales.