- Vitória, ES 25°C

Vitória 25°C

Anúncio
Tribuna Livre

Nova droga revigora luta contra câncer de sangue

Estudo apresentado no maior congresso de oncologia do mundo mostra que tratamento, já aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) ...

Melissa Bozzi Nonato é hematologista do Centro Capixaba de Oncologia (Cecon) e mestre em hematologia pela UERJ.

Última atualização

Estudo apresentado no maior congresso de oncologia do mundo mostra que tratamento, já aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no Brasil, pode prolongar e melhorar a vida das vítimas do segundo tipo de câncer de sangue mais comum.

O mieloma múltiplo é a segunda doença onco-hematológica mais comum no mundo, perdendo apenas para os linfomas.

Segundo dados da International Myeloma Foundation, uma organização americana que estuda e trata de pacientes com mieloma múltiplo, a faixa etária de aparecimento dos sintomas é dos 60 a 65 anos, sendo que apenas 5 a 10% dos pacientes têm menos de 45 anos. Além disso, a doença é mais comum em homens do que em mulheres.

Há duas décadas, o paciente portador de mieloma múltiplo vivia em torno de três anos. Atualmente, com as novas opções de tratamento disponíveis, a expectativa de vida aumentou. Hoje o paciente vive, em média, 10 anos.

O novo estudo apresentado no American Society of Clinical Oncology 2019 (ASCO), o maior congresso de oncologia do mundo, pode mudar o cenário atual.

O estudo liderado pelo francês Philippe Moureau mostrou uma terapia capaz de reduzir em 53% o risco de a doença progredir ou de o paciente morrer.

Hoje, um dos tratamentos mais usados é um coquetel que reúne três medicamentos. Os pesquisadores investigaram o efeito da inclusão de uma quarta droga – o Daratumumabe – a essa combinação. A substância contribuiu para aumentar a resposta ao tratamento, oferecendo maior qualidade de vida e maior expectativa de vida ao paciente.

O Daratumumabe chegou ao Brasil em maio de 2017, após ser avaliado com rigor pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que antecipou o acesso dos brasileiros à terapia em um ano e meio, praticamente, ao mesmo tempo em que os países desenvolvidos.

O desenvolvimento do mieloma múltiplo pode estar relacionado a fatores predisponentes, como o uso de produtos químicos, exposição à radiação e susceptibilidade genética.

Porém, a diversidade de exposições e os possíveis fatores de susceptibilidade genética dificultam os estudos para a comprovação.

Os sintomas podem se confundir com os de doenças comuns às pessoas idosas. Por isso a importância de buscar um especialista, que no caso é o hematologista, para solicitar os exames adequados. Os sintomas mais comuns são: fraqueza, cansaço, palidez, perda de peso, dores ósseas e fraturas ósseas.

Por meio de exames de rotina, como o hemograma completo, o hematologista pode suspeitar da doença e solicitar exames mais específicos como a eletroforese de proteínas, a imunofixação, o exame de medula óssea e exames de imagem para avaliar o esqueleto ósseo.

O tratamento mais comum para os pacientes com mieloma múltiplo é a quimioterapia.

Hoje, existem medicamentos quimioterápicos potentes que são utilizados com o objetivo de destruir, controlar ou inibir o crescimento das células doentes, proporcionando uma melhor qualidade de vida ao paciente e maior expectativa de vida.

Melissa Bozzi Nonato é hematologista do Centro Capixaba de Oncologia (Cecon) e mestre em hematologia pela UERJ.

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.