- Vitória, ES 27°C

Vitória 27°C

Anúncio
Tribuna Livre

Os caminhos para o empreendedorismo

Dia 5 de outubro, celebrou-se o Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa, segmento empresarial que congrega mais de 90% do total das empresas ...

Henrique Casamata é engenheiro e vice-presidente da Abracen

Última atualização

Dia 5 de outubro, celebrou-se o Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa, segmento empresarial que congrega mais de 90% do total das empresas brasileiras, sendo responsável por mais 65% dos empregos gerados.

São muitos os motivos para celebrar, lutas empreendidas e vitórias conquistadas, dentro do que foi possível avançar, considerando as necessidades e os cenários da época.

A contextualização dos fatos, neste caso, torna-se imprescindível para valorizar as conquistas do movimento da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, que estabelece tratamento diferenciado para os diferentes.

Com o avanço da inovação tecnológica, com reflexos em novas modelagens empresariais, startups, e-commerce, mercado livre etc., entre tantos, e também no mercado de trabalho, onde se prevê a extinção de 50% do trabalho convencional, bem como o surgimento de outras formas de trabalho lastreadas na inovação tecnológica, que ainda desconhecemos como será.

Nesse contexto, faz-se necessária e urgente a reflexão de como será o futuro da Micro e Pequena Empresa.

Concentrando-se na economia capixaba, lastreada nas exportações de commodities e nas grandes plantas empresariais/industriais, verdadeiras âncoras no arranjo produtivo, questiona-se se estão preparadas para o futuro que se avizinha? Quais a oportunidades que essas grandes plantas ofertarão ao mercado? Seguirão como âncoras ou também estão com prazo de validade fixado ante à inovação tecnológica?

Em meio a esse turbilhão de acontecimentos, vislumbra-se o arranjo produtivo da economia criativa e do turismo, que se apresentam como novos eixos de oportunidades.

Arranjo esse adormecido por falta absoluta da necessidade/vontade de explorá-lo, é o que se depreende quando observamos o que as instituições representativas do segmento da Micro e Pequena Empresa apresentam em relação à qualificação e preparação das mais de 50 atividades relacionadas ao arranjo.

Para um segmento que caminhou sempre a reboque dos desdobramentos das grandes plantas empresariais, centrada no tradicionalismo de comércios convencionais, como prepará-lo para vender nossos atributos turísticos, nossas belezas naturais, nossos quase 600 quilômetros de litoral suas enseadas, ilhas e praias? Nossa gastronomia artesanal? Nosso socol? Nossa cerveja artesanal? Nosso melhor café do mundo?

Como prepará-los a ter domínio do conteúdo histórico e cultural do produto e como agregar valor na venda final?

Essa mudança comportamental na qualificação e no entendimento de como lidar com o “novo” consumidor é o grande desafio que se apresenta tanto para empreendedores quanto para as lideranças representativas do segmento.

Precisamos urgentemente conhecer essas novas oportunidades presentes em nosso Estado até então não exploradas, de forma sustentável, por absoluta falta de necessidade.

O tempo urge e o dinheiro não aceita desaforo de ninguém. Que nossas lideranças concentrem esforços no sentido de transformar nosso mar, nossas montanhas, praias e nosso café num universo de oportunidades. O segmento da Micro e Pequena Empresa agradece!

Henrique Casamata é conselheiro municipal de Vila Velha e diretor do Clube Capixaba de Engenharia

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.