
Os policiais militares estão presentes em ações cotidianas, a exemplo do policiamento em áreas comerciais, na orientação do trânsito, no auxílio a uma parturiente. Como também no gerenciamento de crises extremamente perigosas, que podem vitimá-lo mortalmente.
Ao atuar na resolução de conflitos da sociedade, esses servidores não dispõem de conforto, de tempo e de melhores condições para adoção de uma “sentença” mais acertada e socialmente mais aceitável.
Ocorre que temos vivido tempos complexos com a questão da ruptura ética e moral, exposta pela corrupção de importantes agentes políticos e de gestores. Isso tem dilapidado a esperança da sociedade, banalizando valores éticos e importantes preceitos morais, tais como educação, respeito e honestidade.
Tratada sem a real importância por gestores públicos, outra constatação dessa conjuntura se relaciona à epidemia das drogas, que se tornou uma das mais importantes molas propulsoras da violência.
É nesse contexto que estão inseridas as forças policiais, especialmente as Polícias Militares.
Apenas para corroborar, poderíamos elencar inúmeros argumentos desta complexidade da sociedade contemporânea, sem que cheguemos tão facilmente a soluções definitivas ou ao menos profiláticas que respeitem certo padrão comportamental.
Tal assertiva deve nos afastar de análises oportunistas que atribuem à Polícia Militar a causa de parte considerável das mazelas que afligem a sociedade.
Certo é que a questão da Segurança Pública passa a exigir dos estudiosos e dos políticos uma análise multidimensional que contemple uma conjugação de ações em vários cenários e de políticas públicas voltadas para a garantia de direitos sociais.
Especialmente, para a consolidação de uma legislação penal e processual penal efetiva e moderna, que contemple verdadeiramente o temor à prática delituosa ao invés de incentivá-la.
Para contribuir com a mudança desses paradigmas, a PM/ES preparou uma série de atividades em comemoração ao seu 184º aniversário: a “Semana da Polícia Militar”.
A instituição pretende com tais eventos apresentar à sociedade a profunda necessidade de uma cultura de paz, de respeito e tolerância de uns para com os outros. Assim como mostrar a cultura organizacional da corporação e a árdua missão desempenhada por seus profissionais.
Ainda que pesem opiniões ou percepções em contrário, os policiais militares são parte de uma sociedade complexa e desigual e assim devem ser reconhecidos enquanto instituição, como um dos mais importantes baluartes do verdadeiro estado democrático de direito e da derradeira barreira entre um estado de paz ou de desordem social.
Parabéns, Polícia Militar do Espírito Santo! Parabéns, policial militar, herói protetor da sociedade!
Carlos Ney de Souza Pimenta é tenente-coronel da Polícia Militar do Espírito Santo, bacharel em Direito e pós-graduado em Segurança Pública.