Carreatas têm sido realizadas em cidades do Estado por comerciantes e empresários que querem a abertura das lojas em meio a pandemia do novo coronavírus no Espírito Santo. Ao ser questionado, na noite desta sexta-feira (27), sobre a respeito de como conter os ânimos dos prefeitos e manter os estabelecimentos fechados, o governador Renato Casagrande revelou que “a pressão é grande”.
Nesta sexta-feira, a Prefeitura de Muqui, no Sul do Estado, liberou a retomada das atividades no comercio a partir da próima segunda (30), com algumas restrições.
Casagrande informou que, nesta sexta, fez uma reunião por videoconferência com os 78 prefeitos do Estado e pediu para que sejam tomadas decisões uniformes.
“Teve prefeito que fechou o comércio por 60 dias, agora tem prefeito que quer liberar. Mas tem um decreto estadual e ele suplanta decretos municipais. Pedi aos prefeitos que possam dialogar com os comerciantes”, disse ele.
O governador reforçou que o decreto permite a entrega de produtos pode delivery e que os comércios podem vender de portas fechadas.
“Se nós relaxarmos agora, vamos entregar o jogo no último minuto e pode vir uma segunda onda contra a economia. A primeira onda é essa, que a gente controla. A segunda onda nós não controlamos. Não é o presidente nem os governadores. Os comerciantes vão querer fechar para salvar as suas vidas”, afirmou.
Casagrande também criticou o fato de pessoas candidatas a prefeito e vereador em municipios organizarem carreatas. “Tem gente que está com dificuldade e tem boa fé e gente que e candidato a prefeito e vereador a frente de carreatas. Precisamos tirar a disputa eleitoral neste momento e cuidarmos da política que salva as pessoas”, defendeu.
O governador destacou que os comerciantes que descumprirem o decreto podem ser multados e ate mesmo perder a licença para funcionamento. No entanto, não há punições para prefeitura. “O que tem é a responsabilidade do gestor”, afirmou.
Apesar de pedir que o decreto seja cumprido enquanto ainda estiver valendo, Casagrande admitiu a possibilidade de flexibilizar o funcionamento de alguns serviços na próxima semana, quando se encerra o prazo de proibição de abertura de estabelecimentos. “Vamos ter que analisar de segunda a quarta-feira da semana que vem”, informou ele.
O motivo, segundo ele, são os resultados obtidos até agora com o isolamento social no Estado. O governador avaliou como razoável para bom.
