Depois da proibição de 25 lotes da vacina Coronavac pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no último sábado, o Instituto Butantan criou uma força-tarefa para comprovar a qualidade do imunizante.
A primeira reunião sobre a força-tarefa ocorreu na última segunda-feira, quando foram apresentados dados para comprovar a eficácia e a segurança da vacina.
O objetivo do instituto é agilizar a liberação dos lotes o mais rápido possível para o Programa Nacional de Imunizações (PNI). As informações são do portal R7.
A interdição do uso das vacinas desses lotes ocorreu porque elas foram envasadas em um local não autorizado pela Anvisa.
Também como medida cautelar, na segunda-feira, o Ministério da Saúde bloqueou os lotes interditados pela agência no Sistema de Insumo Estratégico da pasta.
O Espírito Santo recebeu, no fim do mês de julho, 1.100 doses da vacina Coronavac referente a um dos lotes suspensos pela Anvisa, de acordo com informações da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).
Desse total, 390 doses foram distribuídas a oito municípios. As demais estão na Rede de Frios Estadual e não foram encaminhadas, devido à validade ser superior aos lotes recebidos anteriormente.
Segundo a Sesa, os municípios já estão informados e realizando o rastreio das doses. A secretaria aguarda o relatório dos municípios para saber se alguma das doses foi aplicada e espera nova orientação do Ministério da Saúde.
“A Sesa acredita que a situação será resolvida em breve, pois o próprio Instituto Butantan divulgou nota esclarecendo a situação e atestando o rigoroso controle de qualidade no processo de produção da vacina, considerada o imunizante mais seguro à disposição do Programa Nacional de Imunizações (PNI), devido a sua plataforma de vírus inativado”.
No último domingo, o Instituto Butantan esclareceu que a situação não deve causar alarmismo.
“Foi o próprio Butantan que, por compromisso com a transparência e por extrema precaução, comunicou o fato à agência, após atestar a qualidade das doses recebidas. Isso garante que os imunizantes são seguros para a população”, afirmou o instituto, em nota.
“O pedido de liberação ao órgão regulatório aconteceu por uma mudança em uma das etapas do processo de formulação da vacina, nas instalações fabris da Sinovac, que pode ocorrer no processo de produção”, completou o Butantan.
