
Dos 391 casos graves registrados em território brasileiro, 188, ou seja, 48% são pessoas com menos de 60 anos, conforme o Ministério da Saúde. Diante disso, médicos alertam para a necessidade de prevenção, independente da idade.
O motivo para tanto é que, ainda que a pessoa infectada pelo vírus não morra, pode apresentar complicações ou mesmo ter sequelas.
“Esse dado acompanha o que temos visto fora do Brasil. Embora a letalidade seja maior para pessoas com mais de 60 anos, a doença atinge pessoas de diferentes faixas etárias. Por isso, é necessário que todos se protejam”, explicou o presidente da Sociedade de Infectologia do Estado do Espírito Santo (Sies), Alexandre Rodrigues.
Ele alerta que, uma vez infectada, a pessoa pode ficar semanas internada, às vezes, em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), podendo precisar de ventilação mecânica ou mesmo da realização de uma traqueostomia, um procedimento cirúrgico que consiste em criar um orifício na traqueia do paciente, para facilitar a respiração.
“A doença pode levar a diversas complicações. Assim sendo, é preciso que a gente intensifique as medidas de prevenção. O princípio geral para que consigamos fazer isso é a restrição de circulação, fechamento de serviços, como já vem sendo realizado”, destacou.
A opinião é compartilhada pelo infectologista Paulo Peçanha. Segundo ele, o isolamento social deve ocorrer de maneira universal, ou seja, deve ser praticado por todas as pessoas, a fim de achatar o pico de transmissão da doença.
“Isso que está acontecendo por causa do coronavírus é o começo. O pior ainda está por vir. Sendo esse o caso, que a gente esteja preparado para lidar com a situação da melhor maneira”, disse.
Além do isolamento, é fundamental manter alguns cuidados, como higienizar as mãos constantemente, seja com água e sabão, ou álcool em gel, e evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca.
