- Vitória, ES 27°C

Vitória 27°C

Anúncio
Coronavírus

Cientistas trabalham para liberar vacina em setembro

Pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, trabalham para antecipar a liberação da vacina contra o novo coronavírus (Covid-19) para ...

Laboratório da AstraZeneca, que assinou acordo com o Brasil para produção da vacina contra a Covid-19

Última atualização

Laboratório da AstraZeneca, que assinou acordo com o Brasil para produção da vacina contra a Covid-19 (Foto: Divulgação)

Pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, trabalham para antecipar a liberação da vacina contra o novo coronavírus (Covid-19) para setembro deste ano. A data prevista anteriormente era dezembro.

Desenvolvida pela universidade com a biofarmacêutica AstraZeneca e com testes no Brasil, a vacina está rodeada de boas novas, informou a imprensa britânica.

“Aparentemente, a vacina está gerando o tipo de resposta de anticorpos e células T (células do sistema imunológico, responsáveis pela defesa do organismo). Nem todas as vacinas em desenvolvimento em todo o mundo aumentam anticorpos e células T. Mas a de Oxford parece ter esse efeito duplo”, disse o jornalista Robert Peston, da emissora britânica ITV.

A agência de notícias Reuters também reportou o fato. O projeto dessa vacina iniciou a terceira e última etapa dos testes, em humanos, para avaliar como o imunizante funciona em um grande número de pessoas com mais de 18 anos, mas ainda não informou – oficialmente – os resultados dos ensaios da fase 1.

Os desenvolvedores da vacina disseram no início deste mês que são encorajados pela resposta imune que viram até agora. Ao todo, 50 mil pessoas participam dos testes em todo o mundo, 10% delas no Brasil: duas mil pessoas em São Paulo, duas mil na Bahia e outras mil no Rio de Janeiro.

Com mestrado em Epidemiologia Hospitalar pela Universidade de São Paulo (USP), a médica infectologista Cristiana Costa Gomes disse ser “um alívio” a vacina entrar na fase 3, principalmente pelo fato de o Brasil estar participando dos testes.

“O Brasil tem condições muito favoráveis para isso acontecer, tanto pelo número de casos, quanto pela possibilidade de institutos que conseguem captar a inteligência e ser um ponto para futura fabricação”, lembrou.

“É uma vacina realmente promissora, e parece que ela estimula duas vias de resposta: tanto a celular, quanto a moral. Todos gostaríamos que fosse antes, alguns falam em 2021, mas, de qualquer forma, será tempo recorde”.
 

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.