Mais de 500 médicos já foram infectados pelo novo coronavírus no Espírito Santo. É isso que indica o boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). De acordo com o levantamento 521 desses profissionais testaram positivo para a covid-19.
Os dados foram coletados até o dia 11 de junho e apontam que os médicos são a terceira categoria de profissionais da saúde mais atingida pelo vírus.
Os técnicos e auxiliares de enfermagem foram os trabalhadores mais contaminados pelo coronavírus até a data em que os números foram coletados. No total, 1.804 profissionais com essa ocupação tiveram covid-19 no Estado.
Segundo o estudo, a segunda categoria com mais casos são os enfermeiros. Até 11 de junho, eram 605 trabalhadores com a covid-19.
Além disso, os dados ainda mostram que 119 agentes comunitários e 110 cuidadores de idosos também tiveram contato com o vírus.
No entanto, o levantamento mostra que proporcionalmente os enfermeiros são a classe de profissionais da saúde mais afetados pelo vírus.
A Sesa informou que no Estado há 9.319 enfermeiros registrados e o percentual de contaminados pelo coronavírus representa 4,13% desse total de trabalhadores.
Os técnicos e auxiliares de enfermagem, que no número absoluto são os mais infectados, são proporcionalmente a segunda categoria mais atingida pela covid-19. No Estado, há 33.539 profissionais registrados e os infectados representam 3,57%.
Os médicos registrados totalizam 11.382 no Espírito Santo e os 521 contaminados pelo coronavírus representam 3,15% desse total. Os agentes de saúde capixabas são 4.216 e os que tiveram a doença são 1,66% desse total. Não há dados de cuidadores de idosos registrados.
Local de trabalho
Como a saúde é atividade essencial, em um período de pandemia, os trabalhadores dessa área compõe a linha de frente no combate ao coronavírus. O estudo mostra que é justamente esse trabalho contra o vírus que contribui para a contaminação desses profissionais, já que a maioria deles foi infectado no hospital.
De acordo com os dados da Sesa, 2.394 dos trabalhadores da saúde que tiveram a covid-19 atuam em hospitais, o que representa 61% do total de contaminações entre a categoria.
Outros 377 trabalhadores (10%) atuam em centros de saúde ou unidades básicas de saúde, enquanto que 293 (7%) atuam em Pronto Atendimento. Já outros 135 (3%) são de clínicas ou centros de especialidades e 725 (19%) não foi informado o local de atuação.
Seguindo a tendência dos demais pacientes contaminados pelo vírus, entre os profissionais da saúde os problemas cardíacos representam as principais comorbidades entre os infectados. São 582 trabalhadores que sofrem com alguma doença no coração, o que representa 13,21% do total de contaminados.
A diabetes Millitus atinge 176 (3,99%) dos profissionais enquanto que a obesidade outros 216 (4,90%).
