
No entanto, o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, disse ontem que estudos mostraram que não seria viável por conta de uma inclinação no terreno.
Outros locais são estudados para montar estruturas em um menor tempo, mas a Serra é uma alternativa devido à proximidade com a capital e o Hospital Estadual.
Em paralelo, o governo projetou a necessidade de reservar 322 leitos de UTI no Estado. Essa quantidade, segundo o secretário, foi bem generosa no sentido de que preferem pecar pelo excesso do que pecar pela falta de leitos.
“A gente tem um calendário de aumento progressivo da disponibilidade de leitos. Agora, dia 30, a gente chega a 61 leitos disponíveis exclusivos para a Covid.”
Na semana seguinte, já passa para 160 e, a partir de 15 dias, vai para cerca de 200 até chegar ao teto.
Isolamento
Indagado sobre quais são os sinais para flexibilizar o isolamento, o secretário foi categórico: “Agora é hora de arrochar o isolamento.”
Isso significa, segundo ele, que não há perpectivas de retornar às aulas este mês, que os shoppings centers não devem voltar a funcionar, que não podem haver festas “porque a gente está entrando em uma etapa de transmissão comunitária, nas próximas horas. Temos uma situação que é extremamente delicada e não há nenhum ambiente sanitário que permita flexibilizar essas medidas agora.”