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Coronavírus

Mais de 240 mil idosos vão poder tomar 3ª dose de vacina

Com data marcada, a partir do dia 15 de setembro, mais de 240 mil idosos acima de 70 anos de idade e imunossuprimidos (pacientes com deficiência ...

Mais de 240 mil idosos vão poder tomar 3ª dose de vacina
- A aposentada Marina Nunes, de 79 anos, aguarda ansiosa pela terceira dose da vacina contra covid-19

Última atualização

A aposentada  Marina Nunes, de 79 anos, aguarda ansiosa pela terceira dose da vacina contra  covid-19 (Foto: Antônio Moreira/AT)

Com data marcada, a partir do dia 15 de setembro, mais de 240 mil idosos acima de 70 anos de idade e imunossuprimidos (pacientes com deficiência imunológica) vão poder tomar a tão sonhada terceira dose de vacina contra a covid-19 no Estado.

O anúncio da liberação do reforço vacinal foi feito pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e confirmado ontem pelo secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes.

Nésio destacou que, no Espírito Santo, 244 mil idosos com mais de 70 anos que receberam duas doses da Coronavac ou da AstraZeneca serão contemplados depois de seis meses da segunda aplicação.

Além deles, receberão o reforço pessoas imunossuprimidas, como pacientes com câncer ou transplantados, que tenham tomado a 2ª dose contra covid há, pelo menos, 28 dias.

De acordo com o ministro, no dia 10 de setembro, a pasta finalizará a distribuição de imunizantes para a aplicação da primeira dose em toda a população brasileira com mais de 18 anos, o que abre espaço para a antecipação e o reforço vacinal anunciado.

A aplicação nos idosos seguirá ordem cronológica, do mais velho para o novo. Conforme a orientação do Ministério da Saúde, o reforço será realizado, preferencialmente, com uma dose da Pfizer. Na falta desse imunizante, as alternativas deverão ser as vacinas de vetor viral, Janssen ou AstraZeneca.

O ministério aguarda a conclusão de um estudo para decidir como será a aplicação da terceira dose em profissionais de saúde e pessoas com menos de 70 anos.

O secretário executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, disse que há doses suficientes para imunizar todos os idosos e profissionais de saúde com a terceira dose até o fim do ano, população que soma 12 milhões de pessoas.

Cruz disse que toda a população brasileira poderá ser revacinada em 2022 se os estudos concluírem que isso será necessário. No Estado, Nésio Fernandes acrescentou que o reforço será iniciado a partir da segunda quinzena de setembro, devendo ser concluído até o final de outubro.

“No entanto, algumas definições operacionais que podem ser construídas dentro do PNI (Programa Nacional de Imunizações) e no Espírito Santo podem antecipar esse início, ainda na primeira quinzena de setembro”, salientou.

Além do anúncio da terceira dose, a partir de 15 de setembro, o Ministério da Saúde também informou que irá reduzir o intervalo da aplicação da segunda dose da Pfizer e AstraZeneca das atuais 12 semanas para oito semanas.

Segurança

A aposentada Marina Nunes (foto principal), de 79 anos, aguarda ansiosa pela terceira dose da vacina contra covid-19. Vacinada com duas doses do imunizante, a aposentada acredita que o reforço trará mais segurança para ela e a família.

“Já perdi três sobrinhos com a doença, e sei que esse vírus não é brincadeira. Agora, com a 3ª dose, estarei mais segura”, disse.


Mudanças anunciadas pelo Ministério da Saúde


 (Foto: Hélio  Filho/Secom)

Terceira dose

  • Em discussão em vários países do mundo, uma terceira dose foi anunciada ontem pelo Ministério da Saúde.
  • Ela será aplicada a partir do dia 15 de setembro no País.
  • A nova etapa da vacinação foi definida após reunião entre o Ministério da Saúde, representantes do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).
  • As medidas já vinham sendo defendidas pelo governo do Estado.

Idosos

  • Pessoas acima de 70 anos que tenham tomado a segunda dose há mais de seis meses.

Imunossuprimidos

  • Pessoas com o sistema imunológico comprometido que tenham tomado a segunda dose (ou dose única) há mais de 28 dias.
  • Se enquadram entre os imunossuprimidos pacientes transplantados de órgão sólido ou de medula óssea; pessoas vivendo com HIV; doenças inflamatórias imunomediadas em atividade e em uso de dose de prednisona ou equivalente; demais indivíduos em uso de imunossupressores ou com imunodeficiências primárias; pacientes oncológicos que realizaram tratamento quimioterápico ou radioterápico nos últimos seis meses; entre outros.

Vacinas

  • De acordo com a orientação do Ministério da Saúde, o reforço vale para quem tomou qualquer vacina usada na Campanha Nacional de Vacinação (AstraZeneca, Pfizer, Coronavac ou Janssen) e será realizado, preferencialmente, com uma dose da Pfizer.
  • Na falta desse imunizante, as alternativas a serem usadas deverão ser as vacinas de vetor viral, Janssen ou AstraZeneca.

Intervalo da 2ª dose

  • Além da terceira dose, o Ministério da Saúde anunciou ainda a redução do intervalo entre a primeira e a segunda dose dos imunizantes da Pfizer e da AstraZeneca de 12 semanas (84 dias) para 8 semanas (56 dias).
  • A previsão é que essa atualização também seja feita a partir da segunda quinzena de setembro.
  • Para orientar os gestores locais do Sistema Único de Saúde (SUS) sobre as novas recomendações, o Ministério da Saúde trabalha em uma nota técnica que será divulgada em breve.

Alterações no Estado

Terceira dose

  • As mudanças anunciadas ontem pelo governo federal já vinham sendo defendidas pelo secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, nas últimas semanas.
  • O governo do Estado aguarda o envio de doses para iniciar o reforço.
  • Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), cerca de 244 mil idosos acima de 70 anos tomaram duas doses de imunizantes e podem receber a 3ª dose assim que completarem seis meses do esquema vacinal completo.

Antecipação da 2ª dose

  • o governador Renato Casagrande anunciou ontem a antecipação da aplicação da segunda dose da Pfizer para 10 semanas (70 dias) imediatamente. Já a AstraZeneca já era aplicada a partir de 10 semanas no Estado.
  • Agora, o governo aguarda a chegada de um volume de doses maior para antecipação da aplicação das segundas doses da Pfizer e da AstraZeneca no prazo de oito semanas (56 dias), a partir de setembro.

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