O próximo público a ser imunizado contra a covid-19 no Estado são os adolescentes de 12 a 17 anos, que irão começar a receber a primeira dose nos próximos dias, de acordo com o governador Renato Casagrande.
A imunização vai começar por pessoas com comorbidades ou deficiências permanentes, como cardiopatias, obesidade, asma grave e diabetes. As principais doenças que acometem os adolescentes são obesidade e asma grave.
Mas, para receber a vacina, é preciso comprovar a comorbidade por meio de um laudo médico, feito por um pediatra ou especialista da enfermidade relacionada.
Assim, o primeiro passo para adquirir o documento é procurar o profissional que acompanha o adolescente e solicitar um laudo, conforme explicou o pediatra e coordenador da região Sudeste da Sociedade Brasileira de Pediatria, Rodrigo Aboudib.
“Toda doença que leva a uma diminuição da oxigenação tecidual está coberta por esse critério de comorbidade, porque gera uma hipóxia tecidual (quantidade insuficiente de oxigênio transportada). A presença dela é talvez a situação de maior risco para a covid-19”, explicou Rodrigo Aboudib.
A pneumologista e pediatra Laís Fraga afirmou que é importante que o pai e/ou responsável vá a um médico que acompanha o adolescente há, pelo menos, um ano.
“Se não for possível, a pessoa pode solicitar um prontuário na antiga clínica ou levar a outro médico um exame comprovatório de que é portador daquela doença”, disse.
Os adolescentes foram colocados como público prioritário no Estado em 9 de julho. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) informou que o início da vacinação dos grupos prioritários ocorre conforme a disponibilidade de doses.
“A Sesa ressalta ainda que tem realizado, junto aos municípios, o levantamento do número de adolescentes que serão contemplados para o envio de doses”, informou.
Em Vitória, a prefeitura informou que só irá iniciar a vacinação desse público quando terminar a vacinação de pessoas acima de 18 anos. Em Cariacica e Serra, não há previsão de início da vacinação.
Expectativa
Quem já está na expectativa de receber a primeira dose é o estudante Luiz Augusto Bastos Correia, 13 anos, que é autista e tem asma grave, e os pais, a assistente administrativo Mariana Bastos Correia, 39, e o servidor público Deusdete Teles Correia, 53.
“A escola é o que Luiz mais sente falta, ele fala: ‘podiam vacinar as crianças logo, para a gente poder voltar para a escola’. Agora, ele não tem aula todos os dias e tem bastante dificuldade em estudar online”.
Saiba mais
Comorbidades em adolescentes
Diabetes mellitus
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Qualquer pessoa com diabetes.
Obesidade mórbida
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Índice de massa corpórea (IMC) igual ou maior que 40. O IMC é calculado dividindo o peso (em quilos) pela altura ao quadrado (em metros).
Pneumopatias crônicas graves
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Indivíduos com pneumopatias graves, incluindo doença pulmonar obstrutiva crônica, fibrose cística, fibroses pulmonares, pneumoconioses, displasia broncopulmonar e asma grave (uso recorrente de corticoides sistêmicos ou internação prévia por crise asmática).
Hipertensão arterial
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Qualquer indivíduo com hipertensão arterial em tratamento.
Insuficiência cardíaca (IC)
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Com fração de ejeção reduzida, intermediária ou preservada; em estágios B, C ou D.
Cor-pulmonale e hipertensão pulmonar
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Cor-pulmonal e crônico (uma forma de insuficiência cardíaca, em que há diminuição da capacidade de funcionamento das câmaras direitas do coração) e hipertensão pulmonar primária ou secundária.
Cardiopatia hipertensiva
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Pessoas com a doença, que se caracteriza por motivos como hipertrofia ventricular esquerda ou dilatação, sobrecarga atrial e ventricular, disfunção diastólica e/ou sistólica e lesões em outros órgãos-alvo.
Síndromes coronarianas
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Indivíduos com síndromes crônicas como angina de peito estável, cardiopatia isquêmica, pós-infarto agudo do miocárdio e outras.
Valvopatias
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Lesões valvares com repercussão hemodinâmica ou sintomática ou com comprometimento miocárdico.
Miocardiopatias e pericardiopatias
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Miocardiopatias (doenças do músculo cardíaco), pericardite crônica (inchaço e irritação da membrana que envolve o coração) e cardiopatia reumática.
Doenças da aorta, dos grandes vasos e fístulas arteriovenosas
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Aneurismas, dissecções, hematomas da aorta e demais grandes vasos.
Arritmias cardíacas
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Arritmias cardíacas com importância clínica e/ou cardiopatia associada.
Cardiopatias congênitas no adulto
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Cardiopatias congênitas com repercussão hemodinâmica (na circulação do sangue), crises hipoxêmicas; insuficiência cardíaca; arritmias e comprometimento miocárdico.
Próteses valvares e dispositivos cardíacos implantados
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Portadores de próteses valvares biológicas ou mecânicas e dispositivos cardíacos implantados (marca-passos, cardiodesfibriladores, ressincronizadores e assistência circulatória de média e longa permanência).
Doença neurológica crônica
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Doença cerebrovascular (acidente vascular cerebral isquêmico ou hemorrágico; ataque isquêmico transitório; demência vascular); doenças neurológicas crônicas que impactem na função respiratória; indivíduos com paralisia cerebral; esclerose múltipla e condições similares; doenças hereditárias e degenerativas do sistema nervoso ou muscular; deficiência neurológica grave.
Doença renal crônica
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Doença renal crônica estágio 3 ou mais e/ou síndrome nefrótica.
Imunossuprimidos
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Indivíduos transplantados de órgão sólido ou de medula óssea; pessoas vivendo com HIV; doenças reumáticas imunomediadas em atividade e em uso de dose de prednisona ou recebendo pulsoterapia com corticoide e/ou ciclofosfamida; demais indivíduos em uso de imunossupressores ou com imunodeficiências primárias; pacientes oncológicos que realizaram tratamento quimioterápico ou radioterápico nos últimos 6 meses; neoplasias hematológicas.
Hemoglobinopatias graves
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Doença falciforme e talassemia maior.
Síndrome de down
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Trissomia do cromossomo 21.
Cirrose hepática
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Cirrose hepática A, B ou C.
Fonte: Governo do Estado.
Documentos para vacinação
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Os adolescentes de 12 a 17 que forem se vacinar contra a covid-19 precisam levar ao local de vacinação um dos seguintes documentos:
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Laudo médico indicando a comorbidade ou a condição existente;
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Declaração do enfermeiro do serviço de saúde onde o usuário faz tratamento;
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Laudo emitido por nutricionista no caso da obesidade mórbida;
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Cartão de gratuidade no transporte público que indique condição de deficiência permanente;
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Documentos comprobatórios de atendimento da pessoa com deficiência permanente em centros de reabilitação ou unidades especializadas no atendimento de pessoas com deficiência;
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Documento oficial de identidade com a indicação da deficiência que indique se tratar de pessoa com deficiência permanente.
Fonte: Governo do Estado
