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Médicos explicam quem tem direito à terceira dose de vacina contra a covid

Para reforçar a eficácia da vacina contra a covid-19 e frear o aumento de casos da doença, o governo do Estado começará a aplicar a terceira dose do ...

Médicos explicam quem tem direito à terceira dose de vacina contra a covid
- Profissional prepara dose de vacina na Serra

Última atualização

Para reforçar a eficácia da vacina contra a covid-19 e frear o aumento de casos da doença, o governo do Estado começará a aplicar a terceira dose do imunizante na população do Espírito Santo a partir do próximo dia 15.

Mas, por enquanto, somente os idosos acima de 70 anos que tenham tomado a segunda dose ou dose única há, pelo menos, seis meses e os imunossuprimidos (pacientes com deficiência imunológica) que completaram o esquema vacinal há, pelo menos, 28 dias fazem parte do primeiro grupo a receber o reforço.

A vacina utilizada será preferencialmente a da Pfizer. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou na última semana que a aplicação da 3ª dose no País ocorreria a partir do próximo dia 15.

Profissional prepara dose de vacina (Foto: Tom Paparazzy/Secom/PMS)A data foi escolhida porque, segundo o ministro, toda a população com mais de 18 anos já terá sido vacinada com, ao menos, uma dose.

No Espírito Santo, o secretário de Estado da Saúde, médico Nésio Fernandes, confirmou a previsão nesta terça-feira (31). Mas, o ministério ainda não informou a quantidade de doses da Pfizer a serem disponibilizadas.

“Nós aguardamos a informação dos quantitativos de doses da Pfizer que poderão chegar ao País neste mês, para poder definir se iremos antecipar em uma ou duas semanas o início da vacinação dos grupos que irão iniciar a partir do dia 15 de setembro”, afirmou.

Para a infectologista Ana Carolina D’Ettorres, da Unimed Vitória, desde o início, já havia a perspectiva de que a vacina contra covid-19 fosse de calendário habitual, assim como a gripe.

“Sabemos que, mesmo com vacinas completas, a tendência dos nossos anticorpos, à medida que não somos expostos novamente aos estímulos, é que eles vão caindo naturalmente. Esperávamos, sim, um reforço da vacina”, disse.

Segundo a médica, quando o corpo é exposto ao estímulo da vacina novamente, a memória imunológica é reativada de forma mais robusta e sustentada. “Não é que houve perda da vacina, mas, com o tempo, a produção de anticorpos cai”.

A terceira dose em pacientes imunossuprimidos, conforme explicou a infectologista, é pelo fato de eles não terem o sistema imunológico totalmente fortalecido, por motivos médicos ou de saúde. “É importante dar esse novo estímulo para reavivar a memória que eles já têm da vacina”, pontuou.

“Eu quero tomar”

Com a proximidade da aplicação da terceira dose de reforço, a radialista aposentada Maria da Penha Oleari, 82 anos, já está na expectativa de receber a vacina. Ela contou que já tomou as duas doses da Coronavac e a vacina contra a gripe.

“Estou ansiosa para a dose de reforço, porque quanto mais a gente se precaver, melhor. Há pessoas da minha idade que, apesar de terem tomado a vacina, pegaram a covid. Foi bem mais fraca, não precisaram ficar internadas, mas ficar doente não é legal”, comentou.

“Então, se vier a terceira e a quarta doses, eu quero tomar. Eu vou poder falar: ‘tomei todas as vacinas’”, completou Maria da Penha.

A aposentada relatou ainda que não chegou a contrair a doença, mas a filha teve a doença, com sintomas leves e, por isso, elas precisaram ficar isoladas no período.


SAIBA MAIS


Quem pode receber a 3ª dose

  • Idosos acima de 70 anos que tenham tomado a 2ª dose ou a dose única há, pelo menos, seis meses.
  • Pessoas imunossuprimidas que completaram o esquema vacinal há, pelo menos, 28 dias.

Quem são imunossuprimidos

  • Pessoas com deficiência imunológica primária grave.
  • Indivíduos em tratamento de quimioterapia para câncer.
  • Transplantados de órgão sólido ou de células-tronco hematopoiéticas (de medula óssea) em uso de drogas imunossupressoras.
  • Pessoas vivendo com HIV/Aids.
  • Pessoas em uso de corticoide em doses maior ou igual a 20 mg/dia de prednisona, ou equivalente, a partir de 14 dias.
  • Indivíduos que estão fazendo uso de drogas modificadoras da resposta imune.
  • Pacientes em hemodiálise.
  • Pacientes com doenças imunomediadas inflamatórias crônicas.

Fonte: Ministério da Saúde.


Delta e gama são principais variantes

Entre os casos de covid-19 detectados no Estado, as variantes gama (brasileira) e delta (indiana) já têm predominado.

Segundo o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, 365 amostras de RT-PCR (exame feito com cotonetes para coleta de material do nariz e da garganta) foram enviadas à Fiocruz para a realização do sequenciamento genético e identificação das variantes que circulam no Estado.

Do total, 158 tiveram os resultados liberados até o momento. “Aproximadamente, 11% delas representam testes positivos para a variante delta e a totalidade dos outros resultados representam casos de gama, a antiga variante P1, que é, segundo os dados liberados pela Fiocruz, neste momento, uma variante predominante nos resultados apresentados”, disse.

O secretário destacou que elas podem representar e confirmar quais são as variantes que estão em circulação no Estado.

“Neste momento, no Espírito Santo, qualquer caso confirmado de covid-19 precisa ser assumido como uma infecção provável com a variante delta ou com a variante gama, que são duas variantes de preocupação, extremamente perigosas no que diz respeito a serem altamente infecciosas”.

Ele frisou que, principalmente a variante gama, tem potencial de fazer com que pessoas não idosas evoluam a condições graves, críticas e também à morte.

“Por isso, o nosso alerta epidemiológico à população capixaba, para que, nestes dias, reforce as medidas capazes de reduzirem o risco de transmissão da covid-19”.

Apelo para que 167 mil coloquem a vacinação em dia no Estado

Apesar da disponibilidade de doses de vacina contra a covid-19 para a população capixaba e a realização de mutirões de vacinação, ainda há 167 mil pessoas com a segunda dose em atraso no Estado.

Diante do cenário, o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, e o subsecretário de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, reforçaram a importância de se completar o esquema vacinal.

“A proporção de faltosos no Espírito Santo não é uma das maiores do Brasil. Ela representa menos de 12% de pessoas que não retornaram para a segunda dose no tempo da sua aptidão para recebê-la. No entanto, a nossa meta é que esse indicador seja inferior a 5% no nosso Estado”, afirmou Nésio.

Reblin destacou que a primeira dose ativa o sistema imunológico, mas é a segunda que consolida a resposta no organismo. “É fundamental que as pessoas procurem o serviço de saúde”, orientou.

Na capital, são 11.500 pessoas com a segunda dose em atraso.

“As estratégias adotadas para vacinar a população vão desde a imunização em 28 salas de vacinação das unidades de saúde, que, em alguns momentos, atendem com horário estendido, vacinação in loco nos hospitais, em domicílios para pessoas acamadas e postos volantes aos sábados e feriados”, disse a prefeitura em nota.

Na Serra, são 15.848 pessoas com o esquema vacinal em atraso. “As estratégias utilizadas pela equipe de imunização vão de oferta de imunizantes para D2 (2ª dose) em todos os agendamentos até a realização de busca ativa”, informou, em nota, a prefeitura.

Em Cariacica, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Semus), há 12.017 indivíduos com a 2ª dose em atraso. “A Semus tem feito uma busca ativa por meio de envios de SMS aos munícipes e também divulgações no portal e redes sociais oficiais para quem está com a vacinação atrasada”, frisou.

Guarapari, Viana e Vila Velha não informaram quantas pessoas estão com a 2ª dose atrasada. Porém, a Prefeitura de Vila Velha salientou que tem realizado ações para alcançar a população que ainda não se imunizou.

Já Guarapari disse que tem feito busca ativa, realizando ações em horários estendidos e sem agendamento para quem não tem condições de agendar de forma online.

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