
A opinião da especialista é a mesma do cardiologista Eduardo Alberto de Castro. “Será mais ou menos a mesma coisa que aconteceu nos Estados Unidos após o feriado de Ação de Graças”, disse o médico, referindo-se ao aumento de casos nos EUA após a comemoração do dia 26 de novembro.
No entanto, segundo Eduardo, a situação pode ser minimizada. “Quanto mais a gente conseguir limitar o número de pessoas nessas reuniões de fim de ano, melhor. Não teremos jantares como nos anos anteriores. Então, vai ter que ser com o mínimo de pessoas dentro de casa”, orientou ele.
Outra questão levantada por Margareth é a maneira que os mais jovens estão encarando a doença. Para ela, o abandono do isolamento social dessa parcela da população está levando o vírus para dentro da casa de seus pais e avós.
Eduardo, que ontem divulgou um vídeo em suas redes sociais dizendo que o aumento de casos no Estado está, em suas palavras, “no limite” e que está “chegando o cenário de falta de vagas nas UTIs”, discorda da pneumologista.
“Os jovens estão sendo tão irresponsáveis quanto as outras pessoas. Todos somos culpados porque não estamos, de alguma forma, fazendo o que é necessário para evitar essa situação”, criticou.
Ainda de acordo com o cardiologista que atua no Hospital Metropolitano, na Serra, não é exagero dizer que a sociedade falhou no enfrentamento da Covid-19.
“Eu não tenho dúvida que nós falhamos. O número de mortes que vejo, todos os dias se acumulando, não deixa dúvidas”, lamentou.
Ele continua: “Falhamos em vários aspectos. Ainda teremos muito o que discutir e colocar a mão na consciência sobre o número de erros que cometemos para que, em um futuro, a gente possa se organizar um pouquinho melhor”.