Com a redução do número de pessoas internadas no Estado, o Espírito Santo registrou na tarde de terça-feira (8) a menor taxa de ocupação de leitos em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para tratamento de pacientes com Covid-19 desde fevereiro.
Os dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) indicam que esse índice estava em 65,29% – nesta quarta (9), a taxa está em 65,59%. Ao todo, são 691 pacientes internados de um total de 991 leitos de UTI disponíveis no momento.
Já nos leitos de enfermaria, a ocupação é de 49,53%. Do total de 854 leitos disponibilizados, 423 pessoas estão internadas.
Os dados do Painel Ocupação de Leitos Hospitalares mostram que esse é o menor número desde 13 de fevereiro, quando a taxa era de 64,94%. Já a maior taxa de ocupação registrada em 2021 foi de 96,11%, em 26 de março.
Durante esse período, cidades capixabas passaram por uma quarentena para reduzir a circulação de pessoas nas ruas e, consequentemente, diminuir a transmissão do vírus com o objetivo de dar um alívio aos hospitais, que trabalhavam sob forte demanda.
Paralelo a isso, o governo ampliou o número de leitos e chegou a abrir 1.098 vagas em UTI.
Atualmente, são 991 vagas disponíveis – após a queda sustentada nas internações, leitos para atendimento de Covid foram revertidos para outras enfermidades.
O subsecretário de Estado de Regulação, Controle e Avaliação em Saúde, Gleikson Barbosa dos Santos, frisou que, diante da redução da ocupação de leitos, o Estado avalia nova reversão de leitos de Covid para outras finalidades, como leitos clínicos e de ortopedia.
A data da mudança e a quantidade de leitos que serão destinados a outras enfermidades ainda serão anunciados nos próximos dias.
“Apesar de a taxa ser a menor desde fevereiro, ainda temos 691 pacientes internados em UTI. Vamos continuar observando a questão da sazonalidade das doenças respiratórias, que no Estado vai da nona a 27ª semana. Estamos nesse momento na 23ª, por isso ainda temos de ter cautela”.
Ele enfatizou a necessidade de continuar a adotar as medidas de segurança, como uso de máscara, de álcool em geral e do distanciamento para manter a redução.
Entre os fatores para o cenário de uma menor ocupação de leitos, ele citou as medidas restritivas adotadas pelo Estado em conjunto com os municípios, além da análise da matriz de risco e a intensificação da vacinação.
