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Coronavírus

Pesquisa diz que 22% não querem se vacinar contra a covid-19

Mesmo com a vacina contra a Covid-19 no horizonte, já em aplicação na Inglaterra, por exemplo, cresceu a parcela da população brasileira que não ...

Pesquisa diz que 22% não querem se vacinar contra a covid-19
- Vacina Coronavac é rejeitada por metade dos entrevistados em pesquisa

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Vacina Coronavac é rejeitada por metade dos entrevistados em pesquisa (Foto: Aloisio Mauricio / Fotoarena / Agência Estado)

Mesmo com a vacina contra a Covid-19 no horizonte, já em aplicação na Inglaterra, por exemplo, cresceu a parcela da população brasileira que não pretende se imunizar contra o novo coronavírus, segundo pesquisa Datafolha.

Ao todo, 22% dos entrevistados disseram que não pretendem se vacinar, enquanto 73% disseram que vão participar da imunização – outros 5% disseram que não sabem. Pesquisa nacional feita em agosto apontava que apenas 9% não pretendiam se vacinar, contra 89% que diziam que sim.

Como nenhuma vacina tem 100% de eficácia, ou seja, como o fato de se vacinar não significa que alguém esteja totalmente imune à doença, é necessário que uma parcela expressiva da população receba o fármaco para evitar a disseminação do vírus, segundo os especialistas.

Isso significa que, mesmo que uma vacina não funcione para um indivíduo, ele pode não ser infectado se as pessoas ao seu redor estiverem protegidas.

Além disso, há uma parcela da população que não pode ser vacinada. No caso das vacinas contra a Covid-19, isso diria respeito por exemplo às grávidas.

O Datafolha aponta que a resistência à vacinação é similar em diferentes grupos, importando pouco o sexo, a idade, a escolaridade ou a renda mensal. A diferença é mais significativa, porém, quando se considera a confiança da população no governo atual.

Ao todo, 33% dos brasileiros que dizem sempre confiar no presidente Jair Bolsonaro disseram que não vão se vacinar, enquanto esse número cai para 16% entre os que dizem que nunca confiam no chefe do Executivo.

A pesquisa foi feita em meio à chamada “guerra da vacina”, disputa entre o Presidente e o governador paulista, João Doria, seu rival político, que anunciou importação, fabricação e até data de imunização de forma independente do governo federal.

O governador paulista assinou acordo com a farmacêutica chinesa Sinovac para produção de uma vacina contra a Covid-19, a Coronavac, em parceria com o Instituto Butantan. A vacina contra a Covid-19 está no fim da última fase de testes.

A pesquisa Datafolha mostra que a população brasileira tem muito mais resistência a uma vacina desenvolvida pela China – metade dos entrevistados responderam que não tomariam.

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