O Laboratório Central (Lacen) da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) faz atualmente cerca de 200 exames diários do novo coronavírus e o planejamento é chegar à produção de 300 testes diários até o próximo fim de semana.
Para alcançar essa meta, a Sesa informou que é preciso ampliar o número de técnicos e de equipamentos. Hoje, a equipe é composta por nove profissionais e três máquinas são utilizadas para fazer os testes do novo coronavírus.
No entanto, no Lacen não são realizados apenas testes para detectar infecção pela Covid-19. Quando um paciente dá entrada em uma unidade de saúde com sintomas da doença (febre, tosse, coriza e falta de ar), uma notificação de suspeita do novo coronavírus é enviada para a Sesa. Junto, vai uma amostra para exames.
Assim que o material do paciente chega ao Lacen, o cronograma não prevê que, logo de imediato, seja feito o teste para a Covid-19. As primeiras testagens são realizadas para descartar outras doenças respiratórias, como Influeza e H1N1.
Caso o exame dê positivo para uma dessas doenças, o paciente recebe as instruções para o tratamento dessa enfermidade e essa estatistica não entra nos casos do novo coronavírus, nem mesmo descartados.
Já o paciente que passou por essa primeira bateria de exames e não teve resultado positivo para nenhuma dessas doenças, vai para uma segunda rodada de testes, que têm entre as doenças investigadas a Covid-19. São esses os casos em que o resultado do exame segue para as estatísticas do novo coronavírus.
Assim, temos, por exemplo, de 200 exames feitos pelo Lacen em um dia, se 170 derem positivo para Influenza e H1N1, os 30 restantes é que vão entrar na estatística do novo coronavírus – casos confirmados ou descartados, dependendo do resultado.
