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Professor que morreu em Guarapari tinha destaque internacional na área de botânica

A notícia da morte do professor de Biologia e Ciências Robson da Silva Lopes, de 39 anos, causou grande tristeza para quem acompanhava os trabalhos ...

Professor Robson da Silva Lopes morreu vítima da Covid-19

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Professor Robson da Silva Lopes morreu vítima da Covid-19 (Foto: Reprodução/Facebook)

A notícia da morte do professor de Biologia e Ciências Robson da Silva Lopes, de 39 anos, causou grande tristeza para quem acompanhava os trabalhos desenvolvidos pelo educador que era conhecido internacionalmente na área de botânica.

O amigo e professor de educação física, Leonardo Peres, de 27 anos, que é apaixonado por plantas, conta que acompanha as descobertas de Robson desde 2009, e a morte do professor foi como um luto para a biologia.

“Sou de Jaguaré, de onde o biólogo e professor Robson descobriu uma nova espécie de begônia, que é uma planta ornamental. Ele tinha várias espécies catalogadas no nome dele. Suas descobertas foram divulgadas internacionalmente. Tenho cada material guardado. A morte dele está sendo um luto para a biologia”, declara Leonardo.

A espécie de begônia foi registrada em 2012 com o nome do biólogo, nos Estados Unidos, sendo a primeira encontrada pelo pesquisador em uma mata em Jaguaré, no norte do estado, no ano de 2009. 

Além da begônia, onze novas plantas foram descobertas por Robson e podem ser consideradas descobertas únicas no mundo. Todas aguardam reconhecimento científico. Uma delas é conhecida como Begônia Jaguarensis, que recebeu esse nome em homenagem ao município.

Na época, os processos de inscrição das novas espécies foram feitos e estavam sendo encaminhados para as revistas especializadas em botânica para serem publicados.

“Espero que um dia essas novas espécies possam ser reconhecidas também. Ele é merecedor de todo reconhecimento”, completa Leonardo.

 (Foto: Divulgação)


Vítima da Covid-19


O professor de biologia e ciências, Robson da Silva Lopes, de 39 anos faleceu na última terça-feira após ficar 10 dias internado no Hospital Evangélico de Vila Velha em virtude de uma pancreatite – grave inflamação no pâncreas. Ele testou positivo para Covid-19, o que agravou o tratamento.

Segundo a família, o professor foi infectado pelo vírus durante a internação no hospital. Questionado sobre a contaminação no ambiente hospitalar, o Hospital Evangélico de Vila Velha lamentou o óbito, declara que se solidariza com os familiares e amigos de Robson da Silva Lopes, e disse que realiza os protocolos de prevenção da doença.

“A unidade reitera que segue todos os protocolos determinados pelas autoridades de saúde. Desde o início da pandemia da Covid-19, as ações de higienização, prevenção e combate foram intensificadas no hospital”, informou em nota.

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