- Vitória, ES 26°C

Vitória 26°C

Anúncio
Coronavírus

Religiosos, médicos e autoridades debatem ações para barrar o coronavírus

Uma audiência pública com autoridades, médicos, professores, religiosos e representantes de outros setores da sociedade foi promovida pelo MInistério ...

O objetivo do estudo é utilizar células derivadas do cordão umbilical, que são isoladas e expandidas e, depois de feito o controle de qualidade, elas são injetadas nos pacientes por via endovenosa.

Última atualização

Uma audiência pública com autoridades, médicos, professores, religiosos e representantes de outros setores da sociedade foi promovida pelo MInistério Público do Estado (MPES), na manhã desta sexta-feira (25), com o objetivo de debater ações e fazer um pacto pela vida para superar a pandemia do novo coronavírus. 

Por conta da crise sanitária que o mundo vive, o evento foi realizado por videoconferência transmitida em um aplicativo para que a população pudesse acompanhar e participar do debate com perguntas e comentários. 

A  Procuradora-Geral de Justiça do Estado, Luciana Andrade, reforçou que o MPES não parou de trabalhar durante a pandemia e segeue na fiscalização de instituições que cuidam de idosos, crianças, adolescentes e pessoas com deficiência, além de acompanhar as compras feitas pelo Estado e municípios. “Oportunidade de estarmos juntos refletindo para superar esse momento”, definiu ela sobre a audiência. 

O governador Renato Casagrande também participou do evento e voltou a reforçar que a taxa de reprodução (RT) do vírus foi reduzida na Grande Vitória, mas segue alta no interior do Estado.

O chefe do Executivo também lamentou a politização da pandemia. “Politizou se deve usar ou não máscara, se deve dar um medicamento ou não, se deve ter isolamento social ou não. Isso nos atrapalhou muito”, lamentou ele.

Em relação ao RT, a doutora em Epidemiologia e professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Ethel Maciel, destacou que no Estado o índice está em torno de 1,33, mas, nos municípios do interior, esse número é de 1,75.

“O RT acima de 1 é sempre muito preocupante. Esse índice em 1,33 é como se 10 pessoas infectassem 13, que infectam outras 27. No interior, essa taxa está mais acelerada, está em 1,75. É como se 10 pessoas infectassem mais 17 e essas mais 25”, explicou ela.

Já o médico cardiologista e paliativista, Henrique Bonaldi, aproveitou o encontro para relatar a experiência que tem vivido durante os plantões ao longo da pandemia. O médico afirmou que no plantão na noite de quinta-feira (25) mais dois pacientes – um deles com falta de ar em estágio grave, precisando de intubação  – chegaram para Unidade de Terapia Intensiva (UTI), enquanto que outros dois que lá estavam não resistiram e morreram por conta da covid-19.

“Quem chega na UTI é o paciente na fase 3 da doença, que é a a fase mais grave, onde 100% do corpo dele tem covid e protocolo nenhum da medicina de mais alta tecnologia do mundo dá conta. Se ele tem falta de ar, eu não resolvo com o que tenho para resolver falta de ar, se tem falência de rim, não resolvo com o tenho de falência de rim, se ele tem uma infecção grave, ele não reage ao antibiótico que tenho. Ele é o doente que não responde a minha terapia de UTI”, frisou Bonaldi.

Religiosos também participaram do encontro e a coordenadora Nacional de Articulação Política do Fonsanpotma, mãe Yara Marina, ressaltou que os dados da doença têm mostrado que, embora a covid-19 tenha pacientes de todas classes sociais e cores, a população negra e de periferia é a que mais tem sido atingida pela doença. “São as mais atingidas pela covid-19, porque precisam sair de casa para buscar seu pão, andam dentro dos coletivos, que a gente sabe que tem um risco”, explicou.

O vigário Episcopal da Arquidiocese de Vitória, Padre Kelder José Brandão, também ressaltou que a pandemia tem atingido de forma mais grave as pessoas das periferias e tem avançado pelo interior do Estado.

O religioso pontuou que as medidas tomadas após a primeira morte em função da doença não surtiram efeito e as pessoas têm acreditado menos nas instituições. “É preciso que todos se conscientizem. Isolamento se tornou gesto de compaixão e responsabilidade”, afirmou. 

O pastor Evaldo, da 1ª Igreja Batista da Praia da Costa, em Vila Velha, disse que os casos de sucesso pelo mundo no combate à pandemia precisam ser analisados e valorizados. “Temos que trabalhar na prevenção e, se trabalharmos, não vamos colher o resultado que muitos estão colhendo agora”.

O pacto pela vida ainda contou com participação do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Erick Musso; do presidente da Associação dos Municípios do Espírito Santo e prefeito de Viana, Gilson Daniel; da secretária do Conselho Estadual do Idoso, Marta Nunes; do presidente da Central das Comunidades, Marcelo Siqueira; do pastor da Igreja Cristã Maranata, Josias Júnior; médico intensivista, Adenilton Rampinelli;  do presidente do Espírito Santo em Ação, Fábio Brasileiro; médica Trans, Natalia Becker; representante do Movimento Cultural de Vitória, Stael Magesck; tetracampeão mundial futebol de areia, Bruno Malias; coordenadora da Associação Grupo Orgulho, Liberdade e Dignidade, Déborah Sabará; responsável pela manutenção das tradições de raiz Angola Muxicongo, mãe Néia; e da psicóloga Gina Strozzi.

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.