O resultado de um teste rápido revelou que o secretário estadual da Educação, Vitor de Angelo, foi infectado pelo coronavírus. A informação foi confirmada pela assessoria de comunicação da Secretaria de Estado da Educação (Sedu), nesta terça-feira (23).
O secretário foi testado nesta terça, na própria secretaria, durante a quarta fase do inquérito sorológico, que pretende estimar a quantidade de capixabas que tiveram contato com o vírus.
Nessa fase, não há mais risco do secretário transmitir o vírus para outras pessoas.
Há cerca de duas semanas, Vitor se afastou das atividades nas dependências da Sedu para cumprir isolamento domiciliar, após apresentar sintomas gripais.
Vitor passou por um primeiro exame para covid-19, que teve resultado inconclusivo. O secretário repetiu o exame de RT-PCR dias depois e o resultado foi negativo para o vírus.
O teste ao qual o secretário foi submetido nesta terça é de outro tipo, é o chamado teste rápido, no qual uma gota de sangue é coletada do paciente e submetida a um reagente, que mostra se a pessoa apresenta ou não anticorpos para o vírus.
A reportagem procurou a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) para saber o motivo da divergência entre os testes de um mesmo paciente.
Em nota, a Sesa explicou que o RT-PCR identifica o vírus ativo no organismo do paciente por meio de coleta de amostra por swab orofaringe e nasofaringe.
“É considerado o padrão-ouro no diagnóstico da Covid-19, em que a confirmação é obtida por meio da extração do RNA do SARS-CoV-2. Esse é o teste processado no Lacen, que é mais eficaz quando realizado, preferencialmente, entre o terceiro e quinta dia do início dos sintomas no paciente”.
Já o teste rápido, que é usado no inquérito sorológico, identifica a resposta imunológica do organismo em relação ao vírus, ou seja, detecta se o paciente tem anticorpos IgG e IgM em relação ao novo Coronavírus.
“Esse é o teste aplicado no inquérito sorológico, que é mais eficaz quando realizado a partir de pelo menos oito dias do início dos sintomas no paciente”, explicou.
A pasta ainda destacou que cada testagem funciona de uma forma tendo a sua própria sensibilidade de detecção dentro da janela de exposição do paciente ao vírus. “Cada paciente também tem uma resposta individual em relação a produção de anticorpos”.
