
O medicamento é usado no tratamento contra malária, como prevenção contra o coronavírus. Entretanto não há evidência científica de que o remédio tenha eficácia no tratamento de Covid-19 nem que sirva como barreira contra a infecção pelo vírus.
O presidente americano contou que não apresentou efeitos colaterais ao fazer uso do medicamento. Falou também que realiza testes diários para detectar a presença do vírus e comentou que havia perguntado ao médico da Casa Branca se poderia tomar o medicamento, e o médico teria respondido: “Bom, se você quiser”.
Nos últimos dois meses, o presidente dos EUA passou a promover a droga como um tratamento eficaz contra a covid-19. Ele fez a primeira menção à hidroxicloroquina em 21 de março, após o suposto potencial do medicamento ter sido propagado em círculos de extrema-direita na internet.
No dia seguinte à fala de Trump, americanos correram a farmácias para adquirir os remédios —estalecimentos de várias cidades relataram falta de estoque, deixando pessoas com enfermidades cujo tratamento requer o uso das substâncias sem os medicamentos.
Estudos subsequentes descobriram que o medicamento não era eficaz e poderia causar problemas cardíacos em pacientes com coronavírus. Nas últimas semanas, Trump havia deixado de mencionar a droga, conforme estudos apontaram sobre seus riscos e falta de eficácia.
Mas as declarações de hoje mostram que o presidente resolveu retomar a estratégia de propagandear um suposto tratamento eficaz..
Nos EUA, a cloroquina e a hidroxicloroquina custam de US$ 7 (R$ 35) a US$ 20 (R$ 200) e, de acordo com o jornal Financial Times, somente um laboratório no país fabrica a droga.