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Coronavírus

Um milhão de crianças estão com vacinas atrasadas

Enquanto a população aguarda com muita expectativa a vacina para a Covid-19, cerca de 33% dos pais de crianças de até 5 anos, por causa da pandemia, ...

Criança recebendo vacina

Última atualização

Criança recebendo vacina (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)Enquanto a população aguarda com muita expectativa a vacina para a Covid-19, cerca de 33% dos pais de crianças de até 5 anos, por causa da pandemia, atrasaram as imunizações dos filhos contra várias doenças. Além disso, 50% não sabem se a carteira de vacinação está em dia.

Essas informações foram divulgadas em uma pesquisa realizada pelo Ibope Inteligência, a pedido da farmacêutica Pfizer. A porcentagem equivale a um milhão de crianças que não foram vacinadas, segundo o pediatra Juarez Cunha, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

Ainda, de acordo com a pesquisa, metade dos brasileiros não observa se a carteira de vacinação está em dia.

“Embora muito se fale sobre imunização neste momento, é importante que a população sempre esteja atenta para as vacinas requeridas na carteirinha. Apesar de simples, esse ato é capaz de salvar vidas”, afirmou a diretora médica da Pfizer Brasil, Márjori Dulcine.

A doutora Rúbia Miossi faz alerta para a vacinação (Foto: Divulgação)Em entrevista ao portal R7, a médica integrante do Comitê de Imunização da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Rosana Richtmann, mostrou-se preocupada com a situação. “A gente está deixando de fazer a prevenção de doenças que também são importantes e causam impacto na saúde pública por medo de sair de casa”, afirmou.

Para a médica infectologista Rubia Miossi, há cerca de 30, 40 anos, quando não havia a quantidade de vacinas que há hoje, e os pais se preocupavam um pouco mais em imunizar as crianças.

“Com o passar do tempo, conforme a gente aumenta a frequência da imunização das crianças, algumas doenças deixam de acontecer da forma em que aconteciam antes, dando a impressão de que não existem mais”, explicou.

Mas, elas continuam existindo. E, se a situação não mudar, doenças que já eram consideradas erradicadas poderão fugir do controle novamente, segundo ela.
“Todas as vacinas são igualmente importantes e devem ser feitas de acordo com o calendário vacinal previsto”, afirmou Rubia.

Para Rubia, a Covid-19 apenas relembrou que viver em um mundo que não existe vacina torna toda a população vulnerável a uma doença infecciosa.

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