Foram quase três meses internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Após uma luta diária pela vida, a aposentada Zilma Checon, de 67 anos, que mora em Vila Velha, pode dizer que venceu a doença.
Após 83 dias de tratamento contra a Covid, a aposentada recebeu alta na terça-feira e comemorou ao lado da filha, a vendedora, Zilmara Checon, 43, a volta para casa.
“Foram dias de angústia e aflição. Vivíamos um dia após o outro e Deus mandou que minha mãe voltasse. Não era a hora dela”, conta Zilmara.
A vendedora relata que a mãe começou a passar mal no dia 11 de setembro, mas não apresentava sintomas comuns da Covid.
“Ela suava muito, dizia que os olhos estavam escurecidas e sentia como se fosse desmaiar. Fomos ao Pronto Atendimento (PA), ela chegou a ser medicada, fez exame de raio-X e sangue e não deu nada. Dia 16 de setembro ela teve uma consulta com o psiquiatra, que a acompanha no tratamento contra a depressão, e ele viu que a saturação dela estava baixa”.
Segundo Zilmara, no mesmo dia, a mãe foi internada no PA e de lá transferida para o Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves, na Serra. “Nem pude fazer a internação da minha mãe porque, nesse dia, eu tinha testado positivo para a Covid-19 e estava isolada. Uma prima minha que a acompanhou”.
Sem poder ver a mãe durante 14 dias, Zilmara afirma que teve o apoio de primas que a ajudaram. “Elas que iam saber da minha mãe para mim. Como sou filha única, elas que me ajudavam”.
A vendedora lembra que, durante a internação da mãe, chegou a pensar que ela não conseguiria sobreviver. “Teve um dia que o médico não conseguiu fazer a hemodiálise, porque ela estava tendo início de paradas cardíacas. Ele perguntou se éramos tementes a Deus. Minha família entrou em oração e, graças a Deus, minha mãe conseguiu fazer a hemodiálise”.
Para Zilma, agora, o desafio é vencer qualquer sequela da doença. “Foi tudo muito difícil, mas eu agradeço a Deus, os médicos e minha família. Acredito que pelo poder da oração eu saí dessa situação. Não estou pelos cantos chorando. Agora quero voltar a fazer meus trabalhos voluntários”.
