
Na semifinal contra o Flamengo, Valentim acertou ao “resgatar” Joel Carli. O zagueiro é excelente pelo alto e comanda a organização defensiva do time, formando boa dupla com Igor Rabello — dupla que já funcionou muito bem em 2017. Só falhou uma vez, na bola que Henrique Dourado acertou a trave de Jefferson. Por falar no goleiro, o Botafogo tem dois de alto nível. Gatito é hoje o titular, mas Jefferson é um craque da posição.
Em comparação ao ano passado, o Botafogo saiu no lucro nas trocas nas laterais. Marcinho não deixa o torcedor sentir saudades de Arnaldo. E Moisés tomou conta da posição, que teve Victor Luís, hoje no Palmeiras, como um dos destaques do time passado. Falta ao Fogão resolver do meio para a frente. Ainda que, na semifinal, a única jogada de ataque realmente bem trabalhada tenha sido a do Botafogo, com a troca de passes entre Lindoso, Marcinho e Luiz Fernando no lance do gol.
Com a vaga na final, o Fogão ganha tranquilidade e confiança para fazer a equipe crescer. Mas reforços serão bem-vindos, é claro.
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Erro de avaliação
O que mais se fala nos dois últimos anos é que o Flamengo tem elenco muito superior aos rivais no Rio. Nos números, porém, a diferença não é tão grande assim. Vejamos: juntando 2017 e 2018, o Fla disputou 25 clássicos. Perdeu apenas três, já contando o da semifinal contra o Botafogo, e venceu 10. Mas empatou 12! Foram 25 gols marcados e 23 sofridos. Era de se esperar um desequilíbrio maior pelo nível de investimento e pela qualidade individual dos jogadores de cada elenco.
Aí pergunto: o elenco rubro-negro é mesmo bom como falam?

Quem destoa? Nas laterais está o problema maior. Pará e Rodinei se equivalem e nenhum deles fica muito tempo no time titular. Renê não tem bola para jogar no Fla e Trauco rende no apoio, mas é um desastre na defesa. No meio, Jonas é brucutu, Cuéllar não é unanimidade e Arão não é a solução.
Parece, no entanto, que a questão está na formação do elenco. Não deu liga. Seja com Zé Ricardo, Rueda ou Carpegiani, a única jogada do Flamengo é a bola levantada na área adversária. Contra o Botafogo, foram 45! Não acontece nada de diferente durante o jogo. A não ser quando Vinicius Júnior entra no segundo tempo e busca a jogada individual. Repetindo: individual. O jogo coletivo do time é praticamente nulo. Com Carpegiani ou não, é hora de cortar os elogios e aumentar a cobrança ao “elenco”. Ou partir para uma reformulação.
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Tríplice Coroa

De forma até surpreendente — não pela qualidade, mas pela velocidade —, o gigante de 2,01m de altura já está nas nuvens. No último dia 27, a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) confirmou que André Stein e o carioca Evandro são os campeões antecipados do Circuito Brasileiro 2017/2018. Eles chegaram a quatro finais, em seis etapas já realizadas, e venceram três. E conseguiram, assim, a Tríplice Coroa: venceram o Campeonato Mundial, o Circuito Mundial e o Brasileiro na mesma temporada. Feito só alcançado, até então, por Ricardo/Emanuel, em 2003; Alison/Emanuel, em 2011; e Alison/Bruno Schmidt, em 2015.
Juntos desde dezembro 2016, André e Evandro já são favoritos a uma vaga olímpica nos Jogos de Tóquio/2020.