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ECONOMIA

670 mil vão ter reajuste do INSS em janeiro

Reposição do benefício deve chegar a 10%, com o teto da aposentadoria ultrapassando R$ 7 mil. Primeiro pagamento vai sair de 1º a 7 de fevereiro

Sede do INSS: reposição será dada em aposentadorias, pensões e auxílios. Índice será oficializado em 11 de janeiro

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Foi confirmado o reajuste aos beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Nacional (INSS) já com data para receber o primeiro pagamento. No Brasil, mais de 36 milhões de pessoas têm direito ao pagamento e, no Estado, 670.598 capixabas estão aptos a receber, de acordo com o órgão.

Deste total que vão passar a receber o benefício, a partir de 25 de janeiro, 445.947 capixabas ganham o piso (que tem como base o salário mínimo). Já outras 224.650 beneficiados vão receber acima deste piso.

Aposentadorias, pensões e auxílios equivalentes ao salário mínimo serão pagos entre os dias 25 de janeiro e 7 de fevereiro, já com o valor do piso nacional que for definido para 2022.

Para aposentados e demais beneficiários do INSS que ganham mais do que o piso, o primeiro pagamento com o reajuste chegará entre os dias 1º e 7 de fevereiro, segundo informou o INSS.

Além disso, o índice final que será aplicado no reajuste das aposentadorias acima do piso será oficializado no dia 11 de janeiro, quando o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) divulgará o INPC fechado de janeiro a dezembro de 2021, que já acumula uma alta de 9,36% no País de janeiro a novembro. 

Com o valor acumulado, o valor do teto deve superar os R$ 7 mil, como acredita o economista Ricardo Paixão.

“A tendência é ter a superação do teto, até porque os salários tendem a subir para recompor o poder de compra do trabalhador. Vejo que isso é positivo, também, para que os trabalhadores façam frente às demandas financeiras, já que os impostos também vão subir, como o IPVA, o Imposto de Renda. O custo das famílias é alto, então o reajuste vai trazer alívio para os beneficiários”, destacou o economista.

Além disso, com a alta da inflação, que deve chegar a dois dígitos até o fim do ano, o especialista ainda ressalta que o reajusta para os beneficiários vem em boa hora.

“Todo reajuste é bem vindo e chega em boa hora, então é uma boa medida para aliviar a asfixia que as famílias estão vivendo. Temos um período de defasagem muito grande, e a inflação estava corroendo o poder de compra. A partir do reajuste é reduzido o impacto danoso da inflação”, completou Ricardo.

90% ganham menos de R$ 3.500

A renda mensal média de quem está entre os 5% mais ricos no Brasil é de R$ 10.313, conforme os dados da Pnad Contínua – Rendimento de todas as fontes 2019, do IBGE.

A base da pirâmide é relativamente homogênea: 90% dos brasileiros têm renda inferior a R$ 3,5 mil por mês (R$ 3.422) e 70% ganham até dois salários mínimos (R$ 1.871, para um salário mínimo de R$ 998,00 em 2019), segundo o levantamento.

Tomando a faixa da pesquisa, de R$ 28 mil, o grupo dos 1% mais ricos inclui desde alguns profissionais liberais como advogados e engenheiros e a elite do funcionalismo público — promotores, procuradores, auditores da Receita —, a empresários, artistas e, finalmente, os milionários e bilionários que aparecem nas listas dos mais ricos do País.

Para se estar entre os 10% mais ricos, contudo, a renda média parte de três salários mínimos, segundo os parâmetros da pesquisa.

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