Com a determinação para que permaneçam fechadas por mais duas semanas, cerca de 20% a 30% das 1.239 das academias de ginástica no Espírito Santo devem fechar as portas definitivamente, levando à demissão de mais de 4 mil profissionais diretos e indiretos,
A previsão é do consultor da Associação das Academias de Ginástica do Espírito Santo (Acages), Armando Fontoura, segundo o qual, despesas como aluguel, entre outras contas, estão se acumulando e podem levar diversos empresários à falência.
“As reservas financeiras estão indo para o ralo. As contas continuam vencendo. Há espaços cujo aluguel chega a R$ 25 mil por mês. Mesmo que o locatário resolva dar um desconto de 50%, por exemplo, ainda são R$ 12.500 que os empresários não têm de onde tirar sem que a academia funcione. O setor já não tem economia, nem poupança, nem nada para fazer frente a isso”.
Fontoura pontuou que a dificuldade de acesso às linhas de crédito disponibilizadas pelo governo do Estado e por bancos em geral é um dos principais agravantes.
“Existe uma burocracia muito grande para conseguir um financiamento, sem falar no fechamento dos bancos. Uma coisa é dizer que tem recurso, mas esse dinheiro tem que chegar no empresário de alguma forma.”
