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Apesar de a previsão da chegada da internet 5G aos usuários brasileiros ser para julho do ano que vem, a instalação de antenas e a quantidade de aparelhos habilitados para o serviço disponíveis no mercado prometem ser os grandes desafios para a implementação da nova tecnologia.
A afirmação foi dada por Christian Gebara, presidente da gigante de telecomunicações Vivo. Ele destacou ainda que, no começo, a disponibilidade do 5G será para uma pequena parcela dos consumidores de todo o Brasil.
Isso porque, para que a conexão esteja disponível a um maior número de usuários, serão necessárias adequações nas legislações municipais e mais disponibilidade de aparelhos habilitados ao 5G.
Em relação à legislação, Gebara afirmou que é preciso que os municípios — responsáveis por legislar sobre a instalação de antenas — se adequem às necessidades do mercado.
Assim como a cidade de Vitória, que aprovou na última semana uma lei que dispensa, em alguns casos, o licenciamento para a instalação de antenas de pequeno porte.
“Com o 5G, a gente precisa colocar mais antenas. Temos muitas dificuldades dependendo da legislação de cada município. Mas, assim como Vitória e outras capitais estão fazendo, esperamos que isso seja uma realidade”, explicou.
Outra dificuldade que a conexão de 5G standalone (sem dependência da 4G)standalone vai encontrar no País é em relação ao custo dos aparelhos que são habilitados para a nova tecnologia. Segundo Gebara, atualmente eles são poucos.
“O 5G tem vários protocolos e o nosso é o standalone, que é o mais puro 5G. Por mais que eu colocasse hoje para funcionar no 3,5 GHz, seria para poucas pessoas, pois hoje está disponível em poucos aparelhos”, enfatizou Gebara.
O presidente acredita que a tendência é que, com o tempo, os preços dos aparelhos com 5G se tornem mais acessíveis, diferentemente do que ocorre hoje, com os valores ainda elevados.
No começo do mês passado, a Vivo arrematou quatro blocos na frequência 2,3 GHz e dois blocos na 3,5 GHz, considerada chave para a ampla aplicação do 5G e a mais usada e aprovada no mundo.
A Vivo ainda arrematou três blocos na faixa de 26 GHz. O investimento total foi de R$1,1 bilhão, segundo a empresa.
Expansão de nova tecnologia para Viana e Guarapari
Cidades do Espírito Santo vão receber a partir do ano que vem a internet com ultravelocidade da Vivo. Trata-se do município de Viana e mais domicílios em Guarapari, que já é atendido pela tecnologia mais rápida.
De acordo com Christian Gebara, presidente da empresa, a Vivo Fibra está presente, além de Guarapari, em Vitória, Vila Velha, Serra, São Mateus, Colatina, Linhares, Aracruz, Cariacica e Cachoeiro de Itapemirim. Ele destacou que a intenção é expandir cada vez mais.
“Já chegamos a 10 cidades. São 365 mil domicílios hoje no Espírito Santo, e vamos chegar a 390 mil que poderão contratar uma banda larga de ultravelocidade. Vamos continuar acelerando para o 4.5 e a expansão de fibra. No ano que vem, vamos expandir em Viana e aumentar o número de domicílios que cobrimos em Guarapari.”
Segundo Gebara, somente este ano já foram investidos cerca de R$ 140 milhões no Estado, principalmente com a expansão das redes móveis e da rede fibra.
Curso para alunos da rede estadual
Alunos da rede estadual de ensino do Espírito Santo vão receber cursos profissionalizantes na área de tecnologia a partir do ano que vem, segundo o presidente da Vivo, Christian Gebara.
Serão 100 vagas para estudantes de duas escolas, além da formação de até 80 professores.
A estrutura do curso apresenta, além da possibilidade de uma formação técnica e profissional, três Formações Iniciais e Continuadas (FIC) com certificação intermediária em Gestão de Dados, Big Data e Análise de Dados e eletivas, conectado aos pressupostos do novo ensino médio.
Além do Espírito Santo, o projeto da Vivo será testado também no Mato Grosso do Sul e em Santa Catarina. “Vamos investir. Vamos formar os professores para que eles possam ensinar os alunos”, explicou o presidente.
Se tudo der certo, a intenção da empresa é expandir o projeto para 2023. No primeiro semestre do ano que vem, começará a formação dos professores. Já as aulas dos alunos serão no segundo semestre.
Não haverá processo seletivo. Os alunos que estudarem nas duas escolas que vão receber o piloto, poderão optar por fazer o curso.
“Vamos começar com duas escolas, mas gostaríamos de ir a todas. O objetivo é crescer e a Vivo sempre vai tentar ser um foco de empregabilidade para estes alunos”, salientou Gebara.
Investimento em aplicativo de pagamentos e carteira digital
Além de investimentos na área de telecomunicações, a Vivo também está apostando em ofertas de cursos rápidos e aplicativo de pagamentos, com a criação de uma carteira digital que oferece diversos serviços aos usuários.
Na área de educação, a parceria será com a organização educacional Ânima. As duas empresas vão criar uma plataforma que vai oferecer diversos cursos livres de forma online, com foco em educação continuada, em áreas de tecnologia, gestão, negócios e turismo.
A plataforma deve começar a operar no ano que vem e os cursos serão pagos, segundo explicou o presidente da Vivo, Christian Gebara. A tendência é que os cursos tenham preços acessíveis.
Já o Vivo Pay funciona como conta digital, habilitada para pagamentos e transferências, que disponibiliza cartão virtual pré-pago.
SAIBA MAIS – Nova tecnologia a partir de julho de 2022
Christian Gebara
- Assumiu como presidente da Vivo em janeiro de 2019.
- Já atuou na vice-presidência de Estratégia e Novos Negócios e na vice-presidência de Negócio Móvel.
- Em janeiro de 2015, pós-fusão com GVT, assumiu a posição de CRO (Chief Revenue Officer) e, após isso, a de COO, responsável por todas as áreas de negócio (B2C, B2B e Atacado), áreas operativas (Redes, TI e Atendimento ao Cliente) e áreas de Inovação e Digital.
- É bacharel em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas (São Paulo) e possui MBA pela Graduate School of Business — Stanford University.
Internet 5G
- No leilão do 5G, que ocorreu no mês passado, a Vivo arrematou dois blocos na 3,5 GHz, considerada chave para a ampla aplicação do 5G e a mais usada e aprovada no mundo.
- A previsão é de que em julho de 2022 a tecnologia esteja pronta para ser utilizada no País. Porém, segundo Gebara, dois grandes entraves serão encontrados: a adequação das legislações municipais e a falta de aparelhos habilitados.