A busca por botija de gás fez uma cena virar corriqueira no bairro Universal, em Viana. Cerca de 300 pessoas formam diariamente uma fila no bairro para comprar gás em uma distribuidora. Além do tempo que gastam, elas não têm garantia da compra do produto e, principalmente, não há espaçamento entre as pessoas, para reduzir o risco de contágio do novo coronavírus, o que é uma determinação do governo estadual e prefeituras.

O proprietário da distribuidora, Natalino Gerhardt, disse à reportagem que a solução encontrada foi contar com a colaboração de uma pessoa para organizar a fila do lado de fora e também deixar aguardando apenas a quantidade de pessoas exatas para o número de botijas que terá para vender.
“A demanda está muito alta. Tem gente vindo de Vitória, Vila Velha… Hoje (14) à tarde vou receber mais 300 botijas e só vamos deixar na fila 300 pessoas. Desses clientes, acredito que só 100 são daqui de Viana. Estamos colocando as pessoas separadas pelo menos um metro umas das outras. Quanto mais cuidado, melhor, para evitar pegar esse vírus”, declarou Natalino.
Segundo o comerciante, na segunda-feira ele recebeu 210 botijas e tudo foi vendido em cerca de 1h30. “Hoje já tinha gente na fila às 5 horas e mandei todo mundo embora. Só devo receber gás lá pelas 16h e vou vender uma botija por pessoa, mas em menos de 2 horas acaba tudo”, contou. A botija na distribuidora dele está sendo comercializada a R$ 53.
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Prefeitura pode cassar alvará
Em nota, a Prefeitura de Viana informou que a equipe de fiscalização do município esteve na distribuidora de gás na tarde de segunda-feira e identificou que “situação vai de encontro às orientações de prevenção ao coronavírus presentes no decreto do governo do Estado”.
A prefeitura destacou que a equipe fez uma notificação recomendatória ao proprietário do estabelecimento para as adequações de funcionamento. Essa notificação significa, de acordo com o município, que a distribuidora precisa tomar medidas imediatas para evitar aglomeração.
O local não foi fechado, mas se houver reincidência, pode inclusive ter o alvará de funcionamento cassado.
O município disse, também na nota, que realiza trabalho educativo nos demais estabelecimentos que possuem autorização de funcionamento neste período de isolamento social.
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