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Economia

Bares estudam ação na Justiça após falhas no iFood

Problema pode ter afetado mais de mil estabelecimentos na Grande Vitória, provocando prejuízos

Pedido de refeição por aplicativo: presidente do Sindbares mostrou preocupação e criticou fragilidade do sistema

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Donos de bares e restaurantes da capital estudam entrar na Justiça devido a uma falha ocorrida no aplicativo iFood na terça-feira, feriado de Finados, quando o aplicativo apresentou problema  no funcionamento. 

Na ocasião, consumidores tiveram dificuldades para fazer seus pedidos pela plataforma, e estabelecimentos tiveram os nomes trocados.  De acordo com o presidente do Sindicato dos Restaurantes, Bares e Similares do Espírito Santo (Sindbares), Rodrigo Vervloet, houve danos materiais e morais. 

“Foram mais de mil estabelecimentos prejudicados aqui na Grande Vitória e isso acabou gerando um constrangimento enorme para os donos dos restaurantes e bares, que tiveram prejuízos materiais incalculáveis, por conta das vendas que não foram registradas naquele dia”, afirmou. 

Outra perda, segundo ele, é  o prejuízo moral, por conta da imagem dos restaurantes que acabaram ficando prejudicadas. 

Ainda de acordo com ele, os donos dos estabelecimentos estudam, juntamente com a presidência, a possibilidade de entrar com uma ação jurídica para que os danos morais e de imagem sejam reparados. 

“Em contato com os proprietários dos bares e restaurantes, estamos conversando com o nosso setor jurídico para ver se existe a possibilidade de entrarmos com uma medida coletiva cabível para a reparação dos danos e prejuízos”, relatou. 

Fragilidade

O presidente explicou que a partir de agora os donos de bares e restaurantes ficarão um pouco mais atentos quanto a falhas da plataforma e revelou que o que chama a atenção é a fragilidade demonstrada nessa situação. 

“Nós recebemos com muita preocupação a notícia, principalmente em relação a fragilidade de um aplicativo tão moderno, que acabou virando alvo de hacker”, disse. 

Ele vibra com o fato da resposta ter sido rápida, identificando e resolvendo o problema, antes  que os prejuízos se avolumassem. Mas, ainda de acordo com ele, é preciso ficar em estado de alerta. 

“Esperamos que os procedimentos de segurança no aplicativo sejam revistos  para que bares e restaurantes (assim como seus clientes) se sintam seguros em ter seus dados confiados a eles”, disse o presidente do Sindbares.

“Culpa é de terceirizado”

 













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Por meio de uma rede social, o aplicativo iFood emitiu uma nota explicando que o incidente foi causado por um funcionário terceirizado, proveniente de uma prestadora de serviço.

Ele tinha permissão para ajustar informações cadastrais dos restaurantes na plataforma, mas acabou fazendo isso de forma indevida. A plataforma tomou as medidas imediatas e necessárias para sanar o problema e proteger os dados de restaurantes, consumidores e entregadores. 

Além disso, conforme diz a nota, não foram encontrados qualquer tipo de indício de vazamento da base de dados pessoais cadastrados na plataforma, tampouco de dados de cartão de crédito. O acesso da prestadora de serviço foi imediatamente interrompido e os nomes dos restaurantes restabelecidos. 

A nota emitida pelo aplicativo diz ainda que “os meios de pagamento dos clientes estão seguros e que os dados de meios de pagamento não são armazenados nos bancos de dados do iFood, ficando gravados apenas nos dispositivos dos próprios usuários, não tendo havido comprometimento de dados de cartões de crédito. Também não há qualquer indício de vazamento da base de dados pessoais de clientes ou entregadores cadastrados na plataforma”.

Ofensas a políticos e à vacina no lugar de marcas

 













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Quem queria apenas fazer um lanche na noite da última terça-feira pelo aplicativo iFood, na verdade levou um susto. 

É que os nomes dos restaurantes estavam trocados por expressões de ataque político, tais como: “Lula Ladrão, Vacina Mata e Amo Trans”. O assunto, claro, não demorou para ser um dos mais comentados nas redes sociais. 

De acordo com uma investigação, o ataque cibernético afetou milhares de restaurantes e estabelecimentos de todo o País. O aplicativo confirmou ter identificado o ataque na noite da última terça, dizendo ainda que alguns estabelecimentos cadastrados na plataforma tiveram seus nomes alterados. 

No entanto, de acordo com o próprio iFood, um funcionário terceirizado teria alterado os dados de restaurantes e usuários reportaram essa mudança para expressões de tom político e pró-Bolsonaro. O iFood teria identificado uma alteração de 6% no total de cadastros de todo o País.

Aqui na Grande Vitória, mais de mil estabelecimentos sofreram com essa alteração, o que gerou prejuízos para os donos de estabelecimentos, bares e restaurantes e também para os próprios clientes que fazem uso do aplicativo.

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