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Economia

BC: taxa média da fatura do cartão de crédito chegou a 79% em dezembro

Os consumidores estão mais atentos ao pagamento da fatura do cartão de crédito na data do vencimento. Segundo o Relatório de Estabilidade Financeira, ...

Os consumidores estão mais atentos ao pagamento da fatura do cartão de crédito na data do vencimento.

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Os consumidores estão mais atentos ao pagamento da fatura do cartão de crédito na data do vencimento. Segundo o Relatório de Estabilidade Financeira, divulgado hoje (11) pelo Banco Central (BC), em dezembro de 2018, a taxa média de pagamento da fatura do cartão de crédito chegou a 79%. Em junho do ano passado, essa média estava em 77%.

“O aumento da taxa média de pagamento da fatura continuou a ocorrer ao longo do segundo semestre de 2018. Verifica-se que o patamar médio de pagamento da fatura continua superior ao vigente previamente à proibição de permanência de saldos no rotativo em prazos superiores a trinta dias”, diz o BC.

Os consumidores estão mais atentos ao pagamento da fatura do cartão de crédito na data do vencimento. (Foto: Agência Brasil)

Desde abril de 2017, os consumidores que não conseguem pagar integralmente a fatura do cartão de crédito só podem ficar no crédito rotativo (crédito tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão) por 30 dias. A regra, fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), obrigou as instituições financeiras a transferirem a dívida para o crédito parcelado, que tem taxas menores, após 30 dias no rotativo.

“O crescimento [da taxa média de pagamento da fatura] é verificado no decorrer de 2018, a taxas maiores nos meses finais, mostrando a efetividade da medida normativa adotada em 2017”, diz o relatório.

O diretor de Fiscalização do BC, Paulo Souza, afirma que consumidores estão mais conscientes sobre o uso do cartão de crédito, pagando o valor da fatura integralmente na data do vencimento.

“O cartão de crédito tem que ser usado desta forma: pague no dia da fatura. Esse que é o uso consciente do cartão de crédito. Não é uma operação de financiamento, é uma taxa [de juros] quase punitiva [quando se deixar de pagar a fatura em dia]”, destaca o diretor.

Receitas com serviços

De acordo com o relatório, as receitas com serviços mantiveram crescimento, mas apresentaram desaceleração em relação ao semestre anterior. “Continuam importantes os incrementos em rendas de tarifas bancárias e em serviços de cartões”, diz BC.

Em dezembro de 2018, as receitas com tarifas bancárias chegaram a R$ 48,1 bilhões e com os cartões, R$ 64,8 bilhões.

“As rendas provenientes de administração de fundos ainda apresentaram crescimento, mas em menor ritmo, sendo que o aumento no atual período foi proveniente sobretudo de administração de fundos e programas sociais, normalmente geridos pelos bancos públicos”,diz o relatório. As receitas com administração de fundos e mercado de capitais ficaram em R$ 30 bilhões, ao final do ano.

Lucro recorde

Em 2018, o lucro dos bancos alcançou o valor recorde para o plano Real de R$ 98,5 bilhões. “É o maior lucro nominal da história. Hoje o patrimônio do sistema financeiro está em R$ 800 bilhões. Esse crescimento do lucro está mais relacionado com a redução das despesas de provisão”, disse o diretor de Fiscalização do BC, Paulo Souza. Segundo Paulo Souza, em 2018 comparado ao ano anterior, houve redução de R$ 20 bilhões em despesas de provisão.

De acordo com o diretor, o processo de concentração bancária, com poucos bancos atuando no país, foi inevitável “mundo afora em função da crise [econômica internacional]. “O que o Banco Central vem defendendo é que independe de haver concentração ou não, tem que haver concorrência”. Souza acrescentou a própria rentabilidade do sistema deve atrair novos investidores para o mercado.

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