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O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou ontem que a Petrobras deve anunciar o início de uma redução dos preços dos combustíveis a partir desta semana. Em um evento em Brasília, que não estava previsto em sua agenda pública, Bolsonaro não deu detalhe sobre de quanto seria essa redução e nem a partir de quando ela passaria a valer.
“A Petrobras deve começar a anunciar, já nesta semana, a redução no preço dos combustíveis”, disse o Presidente, que voltou a afirmar que a alta dos preços é culpa do ICMS e de governadores.
Uma redução dos preços dos combustíveis já era aguardada devido ao recuo do petróleo no mercado internacional.
Levantamento feito semanalmente pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) verificou estabilidade nas bombas dos postos de abastecimento na semana de 28 de novembro a 4 de dezembro, com registro inclusive de ligeiros recuos.
Nas últimas duas semanas, o petróleo do tipo Brent recuou cerca de US$ 10 (R$ 56,80) e fechou cotado abaixo dos US$ 70 (R$ 397,60) o barril na sexta-feira.
Política
A Política de Paridade Internacional adotada desde 2016 pela Petrobras é a principal responsável pela flutuação entre os preços dos combustíveis, já que tem como base a paridade com o mercado internacional de petróleo, incluindo custos de fretes, transporte e taxas portuárias e o acréscimo de margem para remunerar os custos da operação – como a volatilidade da taxa de câmbio.
No fim de novembro, o governo federal anunciou que, para evitar um aumento médio de R$ 0,12 por litro da gasolina, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) decidiu recomendar a redução da mistura obrigatória de biodiesel no diesel em 2022.
O planejado era ter uma mistura de 14% a partir de 1º de março, mas o percentual mínimo deverá permanecer em 10%. O órgão é presidido pelo ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, e assessora a Presidência da República na elaboração de políticas públicas para o setor.