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Cerca de 50 toneladas de carne irregular foram encontradas em uma empresa de Guarapari. Entre o material apreendido havia inúmeras peças de subproduto animal, o que incluía traqueia, ossos, aorta e sebo.
As condições sanitárias do local e do material representavam um risco à saúde do consumidor, podendo provocar doenças como tuberculose, de acordo com a auditora fiscal do Ministério da Agricultura, Paula Matos:
“Às vezes, o animal tem uma condição que o torna impróprio para o consumo humano, trazendo o risco de doenças como tuberculose, brucelose, fora as infecções alimentares, como salmonela.”
A apreensão do material ocorreu durante uma operação conjunta da Polícia Civil com o Ministério da Agricultura. Segundo a Polícia Civil, a operação teve início após denúncias de que abatedouros clandestinos estariam vendendo subprodutos impróprios ao consumo humano para fabricação clandestina de embutidos.
No local, os produtos estavam armazenados de forma irregular e sem identificação.
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A polícia crê que esses resíduos de abates seriam destinados à produção de embutidos, como linguiças. O delegado Eduardo Passamani, da Delegacia Especializada em Direito do Consumidor (Decon), falou sobre o estado do produto.
“Estavam de forma irregular, sem qualquer fiscalização por parte do Ministério da Agricultura. A fábrica foi interditada e o material apreendido”, conta. A polícia não revelou o nome da empresa.
O delegado destacou que o local não apresentava condições sanitárias devidas. Na empresa foram encontrados materiais como serra de corte, entre outros indícios de que se fazia um manuseio para o qual não estavam autorizados.
Paula Matos afirmou que a empresa tinha alvará apenas para comércio e armazenamento de grãos. As condições do ambiente representavam um sério risco à saúde pública, segundo ela.
Os responsáveis podem ser indiciados pelos crimes de fornecimento e comércio de produto irregular, exercício ilegal de atividade econômica e sem licença ambiental. As penas podem passar dos cinco anos de prisão.
Órgão sexual de boi entre a mercadoria encontrada
Muito do subproduto animal apreendido no local é impróprio para o consumo humano, como ossos e sebos. Além de traqueia e aorta, no ambiente também foi encontrado até pênis de boi, segundo Paula Matos, auditora fiscal do Ministério da Agricultura.
Eduardo Passamani, da Delegacia Especializada em Direito do Consumidor (Decon), acredita que os ossos e o sebo seriam destinados à fabricação de ração animal.
Paula disse que a empresa estava em condições precárias. Havia pedaços em tonéis d’água, e muitas moscas. “Alguns estavam rotulados como não comestíveis. O produto estava congelado, ensacado e dividido. Indício de que ele poderia estar sendo destinado ao consumo humano, até pelo custo da manutenção do congelado”, contou.
SAIBA MAIS
Licença ambiental
- A empresa não tinha autorização para estar armazenando muitos dos materiais, como os ossos e sebo.
Mercado clandestino
- Muito do material estava em locais refrigerados, o que fortalece a hipótese de que esses subprodutos seriam distribuídos ao mercado clandestino de carnes, o que poderia gerar problemas de saúde pública.
Rumos da investigação
- A investigação continuará para apurar quais outros estabelecimentos poderiam estar associados, quem eram os fornecedores dessa empresa e para onde esse material estava indo.
Riscos à saúde
- Segundo a auditora fiscal do Ministério do Meio Ambiente, Paula Matos, muito do material apreendido representava o risco de doenças ao consumidor, entre elas a tuberculose.
- Tuberculose é uma doença que afeta os pulmões, embora possa acometer outros órgãos.
- Brucelose pode ser transmitida de animais para humanos. Causa sintomas semelhantes ao da gripe.
Fonte: Polícia Civil e pesquisa AT