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Economia

Carne faz cesta básica em Vitória ter maior alta

A alimentação do capixaba está mais cara, de acordo com levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). ...

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Estudo indicou que Vitória teve a maior alta das cestas básicas do País entre 17 capitais (Foto: Beto Morais/AT)

A alimentação do capixaba está mais cara, de acordo com levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O estudo indicou que Vitória teve a maior alta das cestas básicas do País entre 17 capitais, um aumento de 23,64% de 2018 para 2019, fechando o ano em R$ 499,23.

A carne bovina chegou a ter um aumento de 47,45% na capital capixaba, que possui, atualmente, a quinta cesta básica mais cara do Brasil. Em primeiro lugar está a do Rio de Janeiro, com um preço de R$ 516,91. Já a mais barata é a de Aracaju, no valor de R$ 351,97.

A doutora em economia Arilda Teixeira explica que a variação do valor entre as cestas básicas no País está ligada aos tributos referentes a cada estado. “A diferença dos preços da cesta básica entre as capitais está na tributação dos alimentos. Alguns estados possuem carga tributária menor do que os outros, o que altera o preço da cesta básica.”

O economista Mario Vasconcelos destaca que as taxas de transporte são determinantes para o aumento dos preços. “Vitória está sempre entre as mais caras do País nesse aspecto. Como trazemos muitos alimentos de fora, acabamos pagando taxas que encarecem o produto para o consumidor. Acredito que seja o fator principal para esse valor.”

O estudo da Dieese destaca que a carne bovina, o óleo de soja, a batata e o tomate foram os alimentos que tiveram maior variação em preço, principalmente em Vitória.

Arilda:  carga tributária interfere (Foto: Antonio Moreira – 12/07/2016)Além do aumento de quase 50% na carne bovina, o preço médio do quilo da batata aumentou em 45,22% em Vitória, enquanto o tomate aumentou em 27,56%. O economista Ricardo Paixão crê que seja necessário um diálogo entre os poderes para reduzir os custos.

“O governo estadual precisa dialogar com os municípios para melhorar a logística e reduzir custos na vinda desses produtos de fora. E também incentivar a produção local. Linhas de crédito diferenciadas e renegociação de dívidas são possibilidades para aquecer o mercado interno e diminuir a demanda por produtos de outros estados.”

O estudo da Dieese também observou que, em dezembro de 2019, o salário mínimo necessário para manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 4.342,57. Atualmente, o salário mínimo no Brasil é de R$ 1.039.

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