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Economia

Com investimento de R$ 6 bilhões, Petrobras terá sua primeira biorrefinaria

Investimento será de R$ 6 bilhões para transformar unidade no Rio Grande do Sul. Estatal anunciou ainda novos navios

Magda disse que transformação da refinaria começará no 2º semestre
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Redação Jornal A Tribuna

Reportagens produzidas pela equipe de jornalistas da Rede Tribuna, publicadas no jornal A Tribuna.

Última atualização


A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, anunciou que a companhia vai investir R$ 6 bilhões na Refinaria Riograndense para transformar a unidade na primeira biorrefinaria do Brasil.

“Estamos programando para o segundo semestre o início da transformação da Riograndense na primeira biorrefinaria do Brasil, que vai produzir produtos 100% bio. Essa transformação vai demandar R$ 6 bilhões. É a expansão do refino da Petrobras”.

Ela participou, na tarde de terça-feira (20), da cerimônia de assinatura de contratos para a construção de embarcações do Programa Mar Aberto, iniciativa voltada à renovação e ampliação da frota da estatal, no Rio Grande do Sul. O evento contou também com a participação do presidente Lula.

A refinaria está localizada na cidade de Rio Grande e tem como sócios, além da Petrobras, Ultra e Braskem. Desde o início do ano passado, as empresas vêm fazendo testes na unidade com o coprocessamento de biomassa com carga mineral.

Em 2023, a unidade produziu combustíveis e insumos para a indústria a partir do processamento usando 100% de óleo vegetal.

Com capacidade instalada de cerca de 17 mil barris por dia, a refinaria produz gasolina, diesel, GLP e nafta para petroquímica, por exemplo. A unidade é bem menor que a Reduc, em Duque de Caxias, por exemplo, com capacidade de 239 mil barris por dia.

Durante o evento, Magda anunciou a contratação de cinco navios gaseiros, além de 18 barcaças e 18 empurradores. Juntos, disse ela, os investimentos chegam a R$ 2,8 bilhões.

Segundo Magda, o Estaleiro Rio Grande, no Rio Grande do Sul, será responsável pela construção dos gaseiros. No Amazonas, o estaleiro Bertolini Construção Naval da Amazônia construirá as 18 barcaças. Em Santa Catarina, o estaleiro Indústria Naval Catarinense vai construir os 18 empurradores.

De acordo com Magda, com a contratação haverá redução da dependência de afretamentos, permitindo maior flexibilidade e eficiência às operações logísticas de GLP (gás de botijão).

“Temos encomendas no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Bahia e agora no Amazonas. Isso vai se somar a R$ 1,4 bilhão que está sendo destinado à construção de outras embarcações”, afirmou a presidente da Petrobras.

Segundo ela, os gaseiros anunciados ontem são 20% mais eficientes e emitem 30% menos gases de efeito estufa. “Estarão aptos a operar em portos eletrificados”.


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