
O economista José Márcio de Barros explica que esses produtos são importados e seu preço acaba sendo afetado, conforme a variação do dólar.
“Dólar em queda é ótimo para quem importa ou consome produtos importados. Quanto mais baixo ele estiver, melhor para a população comprar celulares, televisões e alimentos como o pão francês, que é derivado do trigo, que costuma vir da Argentina”.
Já o economista Eduardo Araújo cita o leite como um dos alimentos mais afetados.
“O leite é afetado porque os medicamentos dados ao gado brasileiro têm origem fora do País, em muitos casos. Mas produtos eletrônicos como celulares e computadores também ficarão mais baratos com essa queda do dólar”.
Araújo cita ainda que quem quiser viajar após a pandemia deve torcer por um dólar baixo.
“Porque as viagens internacionais ficam mais baratas, conforme o dólar se desvaloriza em relação ao Real. Quem também deve olhar positivamente para essa situação são as empresas que têm dívidas em moeda estrangeira, já que a dívida diminuirá em real”.
Por outro lado, o dólar alto pode ser prejudicial para exportadores. José Márcio de Barros explica que o lucro com a exportação será afetado neste caso.
“Quando o dólar está mais alto, é mais interessante exportar. Produtos como o mamão, por exemplo, acabam dando mais lucro neste cenário. Com isso, a tendência é de um abastecimento maior para o mercado nacional, porque o produtor não verá mais tanta vantagem em exportar o produto”.