
Um desses novos trechos inclui o aeroporto de Linhares, que deve receber voos comerciais da companhia até o fim do ano. As informações são do diretor de Alianças da empresa, Marcelo Bento Ribeiro.
“Só estamos aguardado as obras no aeroporto e as adequações necessárias no terminal de passageiros para começar a operar na cidade. A rota ainda está em análise, mas deve ficar entre o aeroporto de Viracopos, em São Paulo, o do Galeão, no Rio de Janeiro, e o de Confins, em Minas Gerais. Até o fim do ano, esperamos ter condições de operar”, disse.
O diretor conversou com a reportagem de A Tribuna e contou um pouco sobre os planos futuros da empresa, as alianças firmadas e o início de sua carreira.
A TRIBUNA — Conte um pouco sobre sua carreira. O senhor é formado em qual área?
Marcelo Bento Ribeiro — Sou formado em Administração, no Rio de Janeiro, e sempre gostei de atuar nessa área de viagens. Trabalhei em uma agência de viagens e, em 1996, ingressei na antiga companhia aérea Varing. Depois de lá, tive passagens pela Transbrasil, Gol, e agora estou desde 2013 na Azul.
E por que decidiu investir nessa área?
Como disse, sempre gostei de lidar com viagens. Mas acabei indo parar nessa área por acaso. Depois de formado, estava procurando emprego e surgiu uma oportunidade de trabalhar na central de reservas do grupo Varing.
De lá para cá, as coisas foram acontecendo e, como eu já tinha experiência com viagens por conta de ter trabalhado em uma agência, as coisas foram acontecendo.
Na Azul, eu já passei por muitas áreas até chegar à direção de Alianças. Já atuei nos setores de escala de tripulantes, gestão de rentabilidade, distribuição, planejamento de linhas, entre outros.
E no cargo, você é responsável pelo quê?
Sou o responsável pelo relacionamento com as outras companhias aéreas, os acordos comerciais entre as empresas e a escolha de parceiras, que nos ajudam a montar a malha aérea no mundo todo.
Hoje, temos parceria com mais de 20 empresas, as principais delas são a United Airlines, a Copa Airlines, a Turkish Airlines, entre outras.
E hoje, qual o maior desafio do setor?
As companhias aéreas são empresas com um alto volume de capital investido. Penso que o maior desafio desse setor de aviação é a volatilidade perante o mercado.
Isso porque somos um pouco dependente de ações externas, como a alta do dólar, a cotação do petróleo, políticas externas de guerra e paz, entre outras.
Possuem quantos empregados? Estão contratando mais pessoal?
Temos mais de 11 mil empregados por todo o Brasil e estamos sim contratando novos profissionais a todo instante, em especial para a tripulação dos voos.
Nesse caso, a página da empresa é o melhor caminho para o envio de currículos, pelo site voeazul.com.br/conheca-a-azul/trabalhe-conosco.
Hoje atendem quantos clientes por ano? Para quais destinos?
Este ano vamos chegar a 24 milhões de clientes anuais, que voam para 103 destinos no Brasil e sete destinos internacionais, além das cooperações com as outras empresas.
E quais novidades a empresa pretende oferecer este ano?
Já estamos com um processo de aquisição de novas aeronaves, mais potentes, econômicas e com capacidade de transportar mais passageiros.
Vamos dar continuidade a essas aquisições com os novos modelos da Airbus A320 e A330, que são aviões de grande porte, para viagens intercontinentais. Também começamos a receber um novo jato da Embraer. É um plano agressivo de renovação de frota.
Além disso, passamos a operar com um voo de Vitória para Recife e pretendemos lançar um voo comercial partindo do aeroporto de Linhares para outro destino, ainda em estudos.
E qual o diferencial da empresa?
Indo na contramão de outras empresas, o nosso lema sempre é servir. Queremos transportar as pessoas da melhor maneira possível, com conforto, qualidade e confiança. Damos sempre uma atenção especial aos problemas apontados pelos clientes e buscamos soluções.
Como a empresa passou por esse período de crise?
A Azul tem uma disciplina de custos muito forte, somos uma empresa muito enxuta e capaz de responder a situações de crise com mais flexibilidade.
Durante o período de crise, revimos a frota e cortamos custos. Com a melhora da economia, estamos modernizando a frota.
E qual o futuro da empresa, na sua visão?
Sempre acreditamos em um modelo de transporte aéreo integrado. Unindo cidades de pequeno, médio e grande porte, com uma malha aérea diversificada para nosso público.